Consulado da Venezuela na Madeira reage às declarações de Donald Trump sobre possível intervenção militar

14 Ago 2017 / 15:09 H.

A Consulado da Venezuela na Madeira emitiu um comunicado de forma a expressar o desagrado perante as declarações proferidas por Donald Trump em relação à instabilidade que se está a viver na Venezuela. “A República Bolivariana da Venezuela rejeita categoricamente as declarações hostis do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ditas no passado dia 11 de Agosto, em que ameaçou efectuar uma intervenção militar contra o nosso país. Essas declarações violam os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e as normas do Direito Internacional, em particular no que diz respeito ao uso ou ameaça de uso da força contra a independência política dos Estados”, lê-se no início da nota enviada à imprensa.

“Uma ameaça directa à paz, estabilidade, independência, unidade territorial, soberania e direito à auto-determinação da República Bolivariana da Venezuela” é assim que o Consulado caracteriza estas declarações ditas por um homem que “pretende arrastar a América Latina para um conflito que alteraria permanentemente a estabilidade, a paz e a segurança na nossa região, declarada Zona de Paz pelos 33 Estados-Membros da Comunidade da América Latina e Caraíbas (CELAC), em 2014”.

A República Bolivariana da Venezuela apela, ainda, aos “membros da comunidade internacional e aos povos livres do mundo para expressarem a sua condenação a este ataque perigoso contra a paz e a estabilidade nas Américas”, sendo tempo de “reafirmar a validade das normas do direito internacional e de conter a acção agressiva do império norte-americano contra o povo venezuelano há mais de cem anos”.

Por fim, é deixada uma mensagem “a todos os patriotas da Venezuela, sem distinção de cor ou parcialidade política, para se unirem na defesa do solo sagrado” contra à “insolente agressão do estrangeiro”.

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