Camada de ozono recomposta nos pólos mas com quebras inesperadas

07 Fev 2018 / 06:12 H.

A camada de ozono, que protege a terra da radiação ultravioleta, recompôs-se nos polos, mas, por razões por enquanto desconhecidas, o mesmo não está a acontecer nas altitudes mais baixas sobre as zonas mais povoadas.

Num novo estudo publicado ontem no boletim da União de Geociências Europeia, indica-se que o ozono nos níveis mais baixos da estratosfera não está a recuperar como nas latitudes inferiores, o que poderá ser ainda pior que o ‘buraco’ detectado na Antártida que levou ao fim do uso de CFC, químicos usados principalmente na refrigeração e nos aerossóis.

“As quebras no nível de ozono são inferiores ao que já vimos nos polos antes da aplicação do Protocolo de Montreal mas a radiação ultravioleta é mais intensa nestas regiões e vivem lá mais pessoas”, afirmou a coautora do estudo Joanna Haigh, do Instituto Grantham para as Alterações Climáticas e de Ambiente do Imperial College, de Londres.

As causas para esta situação ainda não são conhecidas, mas os autores sugerem que uma possibilidade é as alterações climáticas estarem a mudar os padrões da circulação atmosférica, levando a que mais ozono seja levado dos trópicos, onde é gerado na estratosfera, entre 10 e 50 quilómetros de altitude.

A outra possibilidade é que substâncias como o cloro, presentes em químicos usados em solventes, decapantes, desengordurantes e até em substitutos de CFC estejam a destruir o ozono na estratosfera inferior.

A camada do ozono absorve muita da radiação ultravioleta emanada pelo Sol, que de outra maneira poderia danificar o ADN de plantas, seres humanos e outros animais.

Os investigadores apontam agora para dados mais precisos sobre o declínio na camada de ozono para perceber porque está a acontecer.

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