Abertas as urnas para plebiscito simbólico contra Nicolás Maduro

16 Jul 2017 / 12:58 H.

Os venezuelanos começaram hoje a votar no plebiscito simbólico contra o projeto de Assembleia Constituinte, do Presidente Nicolás Maduro, ao fim de três meses de manifestações violentas, anunciaram os organizadores.

As urnas abriram às 07:00 (12:00 em Lisboa), indicou a coligação da oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Antes da abertura, já dezenas de pessoas faziam fila para votar em muitos locais onde estão instaladas as mesas de voto em Caracas, noticia a AFP.

A consulta popular, que por decisão da Comissão Nacional de Telecomunicações, não será transmitida pelas rádios e televisões locais, decorre em 1.600 assembleias de voto do país, algumas delas em bairros tradicionalmente afetos ao regime, e também em outros países, nomeadamente em Portugal, onde se estima que vivam atualmente cerca de 20 mil cidadãos venezuelanos com direito de voto.

O plebiscito, que a oposição designa como o maior ato de “desobediência civil”, tem lugar após três meses de contínuos protestos violentos contra o Governo de Nicolás Maduro, durante os quais pelo menos 93 pessoas morreram.

Empresas de sondagem como a Datanalisis dão conta de que 70% dos venezuelanos se opõe à Assembleia Constituinte (AC), prevendo-se, no entanto, que, por questões de segurança perante ações de coletivos (motociclistas armados afetos ao regime), a maior afluência dos quase 30 milhões de eleitores tenha lugar em zonas de classe média e alta, devendo os resultados ser conhecidos ao longo da noite de hoje.

As últimas horas no país ficaram marcadas por uma “calma tensa” causada pela expectativa do plebiscito, que militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder, dizem ser ilegal, mas que a oposição pretende usar para marcar a “hora zero”, que poderá levar à paralisação do país, antes das eleições para a Assembleia Constituinte (AC), que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) marcou para 30 de julho.

Entretanto, os ex-presidentes Jorge ‘Tuto’ Quiroga (Bolívia), Laura Chinchilla (Costa Rica), Vicente Foz (México), Andrés Pastrana (Colômbia) e Miguel Ángel Rodríguez (Costa Rica), chegaram sábado a Caracas, para supervisionar o processo conduzido pela oposição venezuelana.

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