“Se o Governo Regional não recuar, nós estamos a pensar seriamente em lançar uma petição a nível nacional para que a Assembleia da República volte a discutir a Lei de Meios”, afirmou ontem ao DIÁRIO Raimundo Quintal no final do protesto contra a permanência do depósito de materiais resultantes do 20 de Fevereiro junto ao cais da cidade.
“Que fique muito bem clarificado que o dinheiro da Lei de Meios não é para esbanjar em projectos megalómanos”, continuou o geógrafo e investigador.
Entre os populares que se juntaram ao protesto promovido por Miguel Sá, conta-se vários políticos da oposição. Para o organizador, a participação de políticos foi encarada da mesma forma que a de qualquer outro cidadão.
“Qualquer cidadão que aqui está tem as suas ideologias políticas”, referiu Miguel Sá.
Não obstante a posição de Miguel Sá, a presença e participação de Henrique Costa Neves não passou despercebida.
Ao DIÁRIO, o vereador do Ambiente da Câmara Municipal do Funchal disse tratar-se de uma participação na qualidade de cidadão e realçou dois factores.
“Todo este volume de inertes, basalto puro e duro, pode ser usado durante largos anos em obras de construção e em britadeiras com vantagem ambiental porque evitaria explorar filões de basalto na natureza”, considerou Costa Neves.
Por outro lado, o membro do executivo camarário defende a manutenção da ligação da cidade com o mar.
ninguém está livre....e se você é condutor...



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