De visita à Madeira a convite do movimento 'Nós Igreja' o padre Jardim Moreira, presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, recordou as afirmações polémicas proferidas no início deste ano.
No início de 2010, Jardim Moreira esteve envolvido numa polémica com a Diocese do Funchal por ter denunciado pressões políticas exercidas sobre a Diocese que estiveram na origem da transferência do cónego Manuel Martins da Sé para Machico. Uma mudança ditada pelo facto do cónego da Sé ter falado na defesa dos pobres e das crianças.
Na altura, o Pe. Marcos Gonçalves, porta-voz da Dioceses negou a existência de pressões e afirmou que a saída do cónego Martins ficou a dever-se a razões pessoais e a um pedido feito pelo próprio.
A esta distância, Agostinho Jardim Moreira reafirma a existência de pressões políticas embora diga que não veio à Madeira para “atacar ou defender ninguém”. E agora, como na altura, era a dignidade humana que estava em causa e a defesa dessa dignidade humana por um sacerdote “causou choques e conflitos entre instituições públicas e religiosas”.
Jardim Moreira garante que falou previamente com o cónego Manuel Martins antes de denunciar o caso. “Só falei porque tinha a informação pessoal do Sr. cónego Martins. E só a partir dessa informação é que tive autoridade moral e ética para poder falar na televisão”, disse.
Instado sobre se a justificação da Diocese do Funchal o convenceu, Jardim Moreira explicou que é fácil às instituições socorrerem-se de “jogos palacianos” (pedidos escritos formais) para “resolver conflitos”.
ninguém está livre....e se você é condutor...



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