Teresa Clode figura nas Insígnias Honoríficas Madeirenses

13 Jun 2018 / 22:29 H.

Teresa Clode é outra das emblemáticas figuras que consta nas Insígnias Honoríficas Madeirenses, título a ser entregue no dia 1 de Julho, dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses.

Nasceu na freguesia da Sé, concelho do Funchal, a 20 de junho de 1928. Frequentou a Escola Superior de Educação do Funchal, concluindo o curso em 1948 e, em 1968, concluiu o curso de formação de futuros professores de Didática e Legislação Escolares feito na Escola Superior de Benfica. Em 1972, fez, na Bélgica, o curso de Aperfeiçoamento sobre «Como ensinar Matemática» pelo Método de Cuisenaire.

Fez, ainda, formação de Jornalista na Rádio Nascença, sob orientação do Eng.º Fernando Magalhães Crespo.

Ao nível da docência, como professora do Ensino Básico, exerceu a sua acção em diferentes escolas, durante 20 anos, designadamente, na freguesia de Santo António, Boliqueime. Na acção aí desenvolvida, promoveu actividades extraescolares, nomeadamente, visitas de estudo a diferentes localidades da Madeira, participação em peças de teatro, festas de aniversário e em outras solenidades próprias da Região bem como incrementou reuniões com as famílias dessas mesmas crianças...

Exerceu o cargo de professora de Didáctica Especial e Legislação Escolares na Escola Superior de Educação, a partir de 1968, onde se manteve, até à sua aposentação, tendo procurado sempre incutir nos seus alunos (futuros professores) os princípios que nortearam a sua ação como professora do Ensino Básico adequando-os às novas técnicas que surgiam no âmbito da Didáctica e Legislação Escolares, destacando-se o ensino da aritmética às crianças pelo «Método de Cuisenaire».

Expandiu a sua acção de professora através da imprensa escrita e da rádio. No Jornal da Madeira de 28 de março de 1976 escreveu «As Escolas do Magistério Primário em questão” e a 12 de março de 1994 «Tudo bem na Escola Primária?». Na Rádio promoveu o «Convívio Infantil» e «Vamos todos Cirandar».

À profissão de professora, juntou a de radialista. Foi locutora do Posto Emissor do Funchal (PEF), desde 1949, cujos estúdios, à época, estavam sediados no Teatro Municipal Baltazar Dias.

De locutora a tempo parcial, passou a tempo inteiro, após a sua aposentação, tendo-se então, empenhado profundamente, não só na feitura de novos programas, como ainda no processo de crescimento do Posto Emissor do Funchal. Com uma programação multifacetada e variada, aliada aos noticiários sobre os acontecimentos mais relevantes do dia, o PEF chegou a ser a Estação da Rádio mais ouvida na Região.

Em 1992, com a colaboração de alguns funcionários, teve um papel determinante na edição de um Almanaque pelo PEF, que se intitulou “Almanaque Regional”. Posteriormente, em 1997, o Posto Emissor do Funchal lança o “Almanaque PEF” que actualmente já atingiu a vigésima terceira edição.

Do seu longo percurso profissional, fazem, ainda parte, outras atividades, tendo sido Chefe de Redacção do PEF e autora de algumas dezenas de programas. Usava o pseudónimo de “Ana Rosa” em diversos artigos publicados no Almanaque PEF e em alguns diários.

Em 2016 doou à Diocese do Funchal a sua quota de sócia culminando assim toda a sua actividade como Sócia, Administradora e Jornalista desta estação.

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