“Só pode ser a Região a assumir a gestão [do Porto do Caniçal] e não privados”, defende Paulino Ascenção

27 Mai 2018 / 13:06 H.

Paulino Ascenção esteve hoje, no Porto do Caniçal, lugar que disse ser a “principal porta de entrada e de saída de mercadorias”, mas “está condicionado, a título provisório, e sem o pagamento de contrapartidas para a Região há alguns anos”.

“Miguel Albuquerque prometeu, na campanha eleitoral de 2015, que iria resolver esta situação e, até agora, não aconteceu nada, mantém-se a mesma situação. Nós viemos aqui defender que deve cessar imediatamente esta concessão e ser a Região a assumir a exploração do porto, porque é um ponto essencial para a economia regional e para estar submetido ao interesse público só pode ser a Região a assumir a sua gestão e não privados”, afirmou o coordenador do Bloco de Esquerda da Madeira.

O ‘bloquista’ disse que o número de operadores de carga entre a Madeira e o continente tem vindo a diminuir, ao longo dos anos, sendo que já chegaram a ser cinco e agora estão apenas dois nesta rota.

“Isto é a evidência de que quem está a explorar o porto usa para seu benefício pessoal para excluir a concorrência dos seus próprios navios, que também transportam carga”, referiu, acrescentando que já foi defendido, por outras forças políticas, a realização do concurso público, mas entende, dando o exemplo do ferry, que isto não traz soluções.

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