Sindicato dos Professores ‘quarentão’ promete continuar a ser “reivindicativo”

19 Mai 2017 / 16:04 H.

À beira de comemorar 40 anos de existência, o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) vai “continuar a percorrer os caminhos de um sindicalismo interventivo e reivindicativo que constitui uma marca na sua história”. Isto mesmo prometeu o coordenador desta instituição, Francisco Oliveira, na abertura do 12.º Congresso dos Professores da Madeira.

No seu discurso, o dirigente sindical sublinhou que “o sistema de educação com qualidade só é possível com os docentes motivados e valorizados” mas constatou que, “infelizmente, nos últimos dez anos, têm sido tomadas pelos diversos governos muitas medidas lesivas dos direitos e (...) graves atropelos não só a nível financeiro mas também em termos de sobrecarga de trabalho, o que tem contribuído em termos gerais para a desvalorização social da classe”. Ora face a este quadro, Francisco Oliveira prometeu que o “SPM continuará a intervir para que esta situação se inverta e para que os docentes vejam reconhecido o papel central que desempenham na sociedade”.

O presidente do conselho nacional da FENPROF, João Cunha Serra, defendeu uma linha de actuação no mesmo sentido reivindicativo: “O professor tem de defender o seu estatuto socio-profissional. Professor e luta serão sempre indissociáveis. A FENPROF e o SPM existem para fazer a luta que permitirá aos professores atingiram muitos dos seus fundamentais objectivos”. Quanto ao papel da escola, entende que passa por “lutar contra o inconformismo, despertar o espírito crítico, o cepticismo, a descoberta”.

Quem também participou na sessão de abertura foi o presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, que resumiu da seguinte forma a sua visão sobre o sistema educativo: “fazer com que os alunos aprendam a pensar, a serem críticos. A Educação tem de servir para que os hoje alunos sejam, no futuro, pessoas pensantes que reflictam sobre os problemas e actuem sobre eles”.