Sindicato dos Professores nota “falta de transparência”

12 Set 2018 / 18:15 H.

Os responsáveis do Sindicato Democrático dos Professores (SDP) consideram que existem alguns desfasamentos entre as declarações públicas do secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, proferidas a propósito do início do ano escolar, a realidade das escolas e do próprio corpo docente.

Uma constatação transmitida esta tarde a uma delegação do CDS-PP Madeira, composta pelos deputados António Lopes da Fonseca e Isabel Torres, durante uma reunião de trabalho com o presidente daquela estrutura sindical, António Pinto.

Um dos casos diz respeito ao calendário do pré-escolar. Vem de há um ano um entendimento com a secretaria para que os educadores de infância beneficiem de um horário igual aos professores do 1.º, 2.º e 3.º e Ciclos, mas este ano voltou tudo ao que era antes, prejudicando esses profissionais. Um retrocesso que volta a colocar os educadores de infância numa situação diferente, para pior, em relação aos Açores e continente.

Uma outra situação relatada tem a ver com a criação do chamado “quadro único” que a secretaria da Educação criou, um para a Madeira e outro para o Porto Santo, com o argumento de que com estes instrumentos o concurso para a colocação de professores seria “mais transparente e justo”. Outra leitura tem o SDP, que garantiu aos dirigentes do CDS não ter havido este ano a anunciada “transparência”.

O CDS, por outro lado, deseja que o entendimento que está a ser negociado entre sindicatos e a secretaria da Educação tenha um desfecho justo em relação à contagem integral do tempo dos professores para efeitos de progressão nas carreiras e solicita ao executivo que acelere o diploma que terá de ser apresentado na Assembleia Legislativa da Madeira.

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