Sara Madruga da Costa reclama por um recuo na decisão de encerramento do balcão dos CTT do Arco da Calheta

Lisboa /
03 Jan 2018 / 13:50 H.

A deputada social-democrata madeirense à Assembleia da República Sara Madruga da Costa questionou esta manhã o Governo da República sobre o encerramento do balcão dos CTT do Arco da Calheta que tanto descontentamento e indignação tem gerado junto da população.

Sara Madruga da Costa chama a atenção para as especificidades da freguesia do Arco da Calheta e do concelho com maior área e dispersão geográfica da Região Autónoma da Madeira e reclama por “um recuo na decisão de encerramento do balcão dos CTT do Arco da Calheta” e no limite por “uma solução alternativa” que não prejudique a população daquela freguesia, em especial a mais idosa”.

“Não é admissível que, em pleno século XXI, os idosos da freguesia fiquem impossibilitados de fazer o uso normal e permanente dos serviços dos CTT, em especial o levantamento das suas reformas” referiu a deputada social democrata.

Para a deputada “esta decisão não tem em conta as pessoas, a população do Arco da Calheta e os seus idosos e os trabalhadores dos CTT, mas critérios meramente economicistas”.

Sara Madruga da Costa estranha ainda que os responsáveis da Câmara Municipal e da junta de freguesia não tenham sido ouvidos na tomada desta decisão que prejudica a população, o que indicia uma insensibilidade gritante às questões das pessoas e uma falta de vontade de obter outras soluções menos lesivas da população que assim ficará sem alternativa sobretudo os idosos para levantarem as suas reformas.

A deputada social democrata questiona ainda o Governo da República sobre as razões da restruturação que levaram à decisão de encerramento do balcão do Arco da Calheta, referindo que a confirmar-se que a razão da restruturação prende-se com a necessidade de reduzir custos para fazer face à remuneração dos accionistas dos CTT – Correios de Portugal, deveria ter sido escolhido outro caminho não lesivo da população e dos seus trabalhadores.

A pergunta que também foi subscrita por Rubina Berardo e Paulo Neves, foi endereçada ao Ministro do Planeamento e das infraestruturas por ser a entidade que tem a tutela sectorial das telecomunicações.