Saldo natural agrava-se na primeira metade de 2018

Nasceram mais bebés, mas morreram mais pessoas entre Janeiro e Junho

10 Set 2018 / 12:02 H.

No 1.º semestre de 2018, ou seja entre Janeiro e Junho, regista-se um aumento do número de óbitos face ao período homólogo de 2017, o mesmo ocorrendo, mas em muito menor número, com os nascimentos. Por isso, agravou-se o saldo natural na Região Autónoma da Madeira.

Os dados preliminares da demografia, divulgados pela Direcção Regional de Estatística, “mostram que a RAM registou um saldo natural negativo de menos 540 indivíduos, resultante de um número de nados vivos (965) inferior ao número de óbitos (1.505). No mesmo semestre de 2017, o saldo natural havia sido igualmente negativo, menos 378 indivíduos (933 nados vivos e 1.311 óbitos)”.

Refira-se que nos dois últimos anos tem-se assistido a uma inversão do panorama, mas não suficiente para que o saldo natural seja positivo. Ou seja, se em 2016 tivéramos 1.858 nados vivos e 2017 terminara com 1.961 nados vivos, no que toca aos óbitos ocorrera precisamente o contrário, com 2.614 mortes em 2016 e 2.513 em 2017. Significa que, apesar das melhorias, o saldo natural acumulou em 2017 o nono ano consecutivo no valor negativo. E 2018 segue, inevitavelmente, o mesmo caminho.

Acresce outra nota, infelizmente, relevante. No período em referência (1.º semestre de 2018), foram averbados 2 óbitos com menos de 1 ano e registaram-se 3 fetos mortos. Em todo o ano passado, tinham ocorrido um feto morto (dois em 2016) e sete com menos de um ano (cinco em 2016).

Realizaram-se ainda 374 casamentos, mais 13 que no período homólogo, sendo que em 2017, com um total de 962 casamentos ao longo dos 12 meses, foi o melhor ano desde 2011.

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