Rui Rio vem partilhar confiança na Autonomia

Avião proveniente do Porto que trouxe candidato aterrou em dia de ventania no aeroporto

09 Nov 2017 / 16:27 H.

O candidato à liderança do PSD, Rui Rio, fintou o vento e acaba de iniciar a visita à Madeira onde tem agendados vários encontros com militantes e simpatizantes. Reuniões em que partilhará uma mensagem de “simpatia e confiança nas autonomias regionais e uma aposta na desconcentração e na descentralização, também, ao nível do próprio continente, que, desse ponto de vista, tem tido, ao longo dos tempos, uma evolução muito negativa”.

O ponto alto da visita de dois dias que serve de apresentação da candidatura à liderança do partido ocorre hoje às 18h30 no Museu de Imprensa, em Câmara de Lobos. Um momento preparado ao pormenor por João Cunha e Silva, antigo vice-presidente do Governo Regional, a quem cabe fazer a ponte entre o candidato e o ex-autarca do Porto, de quem é amigo pessoal há cerca de 30 anos, dos tempos em que ambos militavam na JSD.

Cunha e Silva está no terreno a ajudar Rui Rio a vencer a presidência do PSD. Informou Miguel Albuquerque dessa tarefa e na crónica semanal no DIÁRIO reafirmou o apoio: “Precisamos de uma pessoa do povo, que fale para o povo e lhe garanta crença, confiança e respeito. Não podemos continuar a ser os pessimistas da história. Temos de voltar a ser os optimistas responsáveis e credíveis que transportam o estandarte da esperança”. Julga que os militantes sabem que chegou a hora de mudar “tirando a agremiação social-democrata da rota cinzenta do definhamento”.

Rui Rio apresentou a candidatura a 11 de Outubro. Justificou-a com “a situação particularmente difícil” do partido e por não estar preso a qualquer compromisso. Diz agora ter tempo para “estar com os dois pés no PSD e no país”. Promete uma liderança sem “rupturas geracionais”, pois “todos somos importantes”. Os mais velhos pela sua experiência, pelo seu saber e pelo respeito e gratidão que nos merecem. Os mais jovens, pela dinâmica, pela ambição e pela criatividade que nos trazem”, afirmou, dizendo não querer um país “de novos contra velhos”, “do interior contra o litoral” ou “dos do norte contra os do sul”.

Como ‘é hora de agir’ assume ter palavra. “Se há coisa de que, hoje, a política precisa em Portugal é justamente de um banho de ética. Não pode valer tudo”, defende.

Em entrevista hoje ao DIÁRIO garante que Portugal precisa de governantes que olhem mais para o futuro colectivo do que para a próxima eleição. Folheando os ‘dossiers’ regionais pendentes, Rio lamenta a falta de vontade política da República, diz que o subsídio de mobilidade “é um simples problema de tesouraria” e que a Autonomia é inquestionável.

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