Rafael Sousa garante que não está de fora

Candidato à liderança do CDS diz que vai retificar a lista e que tem mais assinaturas do que as necessárias

11 Jul 2018 / 09:21 H.

Rafael Sousa continua a disputar a liderança do CDS, afirmou o candidato, depois da notícia publicada hoje no DIÁRIO, dando conta de que a Comissão Organizadora (COC) do XVII Congresso Regional do CDS-PP Madeira não validou a sua moção de estratégia global devido a irregularidades. O opositor de Rui Barreto diz que tem até sexta-feira, dia 13, para clarificar e rectificar a lista. A COC, em documento enviado ontem à redacção, esclarece que os subscritores têm até às 20 horas do dia 12 para procederem à correcção das irregularidades, em particular têm de comprovar a militância efectiva dos subscritores que apresentaram e aclarar a identificação de alguns, não podendo, em nenhuma circunstância, adicionar novos subscritores às moções.

“O que se passou é que é preciso rectificar alguns nomes e recolher ainda mais algumas assinaturas, mas estou em pleno na corrida pelo CDS”, afirmou. O centrista explica que existem dúvidas em relação aos nomes, alguns estão ilegíveis, mas esclarece que estão lá os dados, incluindo o número de Cartão de Cidadão e de militante. “Era fácil, era só consultar a lista de militantes. Mas mesmo assim eu compreendo e nós vamos rectificar todas as situações”, assegurou. Está descontente com o facto de os militantes da Juventude Popular terem sido excluídos. “Nós estranhámos muito, porque todos os militantes da JP que subscreveram a lista são maiores de 18 anos de idade. Logo, automaticamente, seguindo os critérios, o que está no estatuto do CDS, os militantes da JP passam automaticamente a ser militantes do CDS também, embora mantenham o seu estatuto de JP”.

O candidato diz já ter informado as pessoas responsáveis pelas listas que irão rectificar os nomes. “Temos muitos mais militantes ao nosso lado (...). Nós estamos de novo a contactar e inclusive militantes que não tínhamos recorrido na altura”. “Eu estou perfeitamente à vontade e calmo, tenho até sexta-feira e irei cumprir os prazos e apresentar inclusivamente mais assinaturas – são necessárias 15 – irei apresentar ainda mais assinaturas do que essas 15, para provar também que nós temos os militantes do nosso lado”, afirmou.

Foram apresentadas duas moções de estratégia global, a Moção A: ‘Esperança e Autonomia’, subscrita por Rui Barreto; e a Moção B: ‘Unir o CDS-PP para vencer a Madeira’, Rafael Sousa. As duas moções continham irregularidades, incluindo subscrições não assinadas, militância não comprovada no CDS-PP nos ficheiros nacionais, o nome de subscritores repetidos na mesma moção e o nome do mesmo subscritor em mais de uma moção global, revelou o COC.

No caso da Moção A não foram validadas 27 subscrições e no caso da Moção B não foram validadas 22 subscrições, informou a comissão. No entanto, no caso da Moção de Rui Barreto, não foram suficientes para não validar. “As anomalias detectadas não são suficientes para impedir a validação da referida Moção pela COC, uma vez que o documento é acompanhado de um número de assinaturas que ultrapassa o número mínimo exigido de subscritores (150), pois a Moção apresenta 350 subscrições devidamente validadas e reconhecidas no Sítio de Gestão do Ficheiro de Militantes do CDS-PP”.

O congresso realiza-se nos dias 21 e 22 de Julho. Foram ainda aceites cinco moções sectoriais: ‘Por um serviço de saúde regional de qualidade – a responsabilidade de liderar a esperança na saúde’, documento subscrito por Mário Pereira e Filomena Gonçalves; ‘Unir o Partido a caminho do futuro’, de Américo João Silva Dias; ‘O agricultor e a produtividade agrícola’, de João Paulo Santos; ‘Um Partido, um exemplo’, de Márcio Fernandes; e ‘Juntos pelo futuro’, da Juventude Popular da Madeira.