Proposta do CDS/PP de criação do ‘Passe Social Único’ para toda a Região é bem vista

14 Set 2018 / 16:01 H.

A Empresa de Automóveis do Caniço acolhe com bons olhos a ideia do CDS-PP Madeira de criação do ‘Passe Social Único’ para toda a Região, com apenas duas tarifas: uma de 30 euros para o concelho do Funchal, outra de 50 euros para o resto da ilha. Colocam apenas uma condição: que o Governo Regional garanta o reforço das indemnizações compensatórias, preocupação devidamente salvaguardada no projecto que o CDS irá apresentar à Assembleia Legislativa da Madeira para integrar a proposta de Orçamento da Região para 2019.

A nota positiva à proposta do CDS foi manifestada pelos administradores da empresa de transporte público durante uma reunião de trabalho, realizada esta sexta-feira, nos escritórios da companhia, com o líder centrista regional, Rui Barreto, que se fez acompanhar do chefe da bancada parlamentar, António Lopes da Fonseca, e do deputado Lino Abreu. Outras reuniões foram já solicitadas. O objectivo é dar a conhecer a iniciativa do CDS e recolher os contributos das empresas de transporte público.

“O CDS defende uma maior coesão territorial e equidade no preço dos bilhetes para o transporte terrestre de passageiros”, explicou Rui Barreto no final da reunião. “Estamos a ouvir as empresas de transportes colectivos para percebermos o que pensam da nossa ideia e devo dizer que está a ser bem recebida, mas também para assegurarmos que as empresas não vão ver reduzidas as indemnizações compensatórias pelo facto de baixarem o preço do bilhete”, diz o líder do CDS/PP.

Pelo contrário. A proposta do CDS consagra um reforço dos apoios às empresas: “Aquilo que é importante é corrigir situações de injustiça”, refere o dirigente partidário. “Não é possível a uma pessoa que vive em Santana, que ganha o salário mínimo, ter de retirar 21 por cento do seu salário para trabalhar no Funchal, pagando cerca de 124 euros/mês pelo passe. Esta nossa proposta é precisamente fazer reduzir as injustiças territoriais, fazer baixar o preço do bilhete aumentando as indemnizações compensatórias, fomentar a utilização do transporte público e contribuir para a qualidade ambiental.”

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