PAN Madeira junta-se às vozes discordantes da instalação das parcelas de aquicultura na Ponta do Sol

14 Ago 2018 / 19:16 H.

O PAN Madeira, e após ter estado presente na suposta sessão de esclarecimento hoje realizada na Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, junta-se às vozes discordantes da instalação das parcelas de aquicultura não só na costa da Ponta do Sol, como em toda a Região Autónoma da Madeira.

“Sempre nos manifestámos contra a pecuária e pesca intensiva, e a aquicultura não é excepção. Estudos já têm enunciado as consequências e impactos ambientais de tais infraestruturas e explorações, como por exemplo a poluição dos fundos marinhos. A própria saúde dos animais está comprometida pela forma como são alimentados e pelo elevado número de peixes por metro cúbico, sendo muitas vezes necessário recorrer ao uso de antibióticos para evitar doenças, além de que estas podem ser transferidas aos peixes selvagens”, afirma o partida no comunicado enviado há pouco à comunicação social.

“Outras consequências negativas que advêm da aquicultura são:

- o conflito com pescadores locais e peixes migratórios;

- a pressão excessiva sobre os peixes selvagens que são usados para criar alimentos ricos em proteína para os da aquicultura;

- poluição da água com excesso de nutrientes (ração e excrementos de peixe), produtos químicos e antibióticos;

- o comprometimento da genética nativa se peixes de viveiro e espécies nativas se cruzam;

- ser um empreendimento imprevisível para as pequenas comunidades locais devido à sua suscetibilidade ao clima severo, predadores e doenças, como já referido;

- e por fim, o comprometimento da beleza estética da costa.

Por tudo isto aqui referido e pelas manifestações já demonstradas por populares, reforçamos também a importância da transparência de todas as decisões, deliberações e concessões, de interesse público. O PAN está ao lado da população, que se sente traída no acesso à informação uma vez que o JORAM, apesar de ser o meio de informação oficial na RAM, não é do conhecimento de todos. A todos deve chegar as informações que lhes são de direito, por canais de de maior acesso e difusão”, concluiu.

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