Orquestra Clássica da Madeira é a instituição distinguida

13 Jun 2018 / 22:36 H.

Foi constituída a 13 de Fevereiro de 1964, como Orquestra de Câmara da Madeira, pelo Prof. Jorge Madeira Carneiro, hoje Orquestra Clássica da Madeira. No dia 1 de Julho, a instituição será agraciada com a Insígnia Autonómica, juntamente com outras 13 personalidades.

Gerida e dinamizada atualmente pela Associação Notas e Sinfonias Atlânticas (ANSA), uma instituição de natureza privada, sem fins lucrativos e de utilidade pública, é uma das orquestras mais antigas do país, em actividade.

Em 1995, com o apoio decisivo do Governo Regional da Madeira, passa a designar-se por Orquestra Clássica da Madeira, data a partir da qual se assiste a uma maior profissionalização, com a entrada de mais instrumentistas e com a compra de instrumentos e equipamentos.

Ao longo do seu percurso, realizou concertos a nível nacional e internacional, designadamente, festivais em Madrid, Roma e Macau, este último por ocasião de uma digressão pela Ásia. Em 1998 gravou um CD com o violinista Zakhar Bron, e em 2005, uma série de 5 CD´s com solistas portugueses, numa edição com obras de W. A. Mozart, para a EMI Classics.

Foi dirigida pelos maestros titulares Zoltán Santa, Roberto Pérez e Rui Massena e por maestros convidados, nomeadamente, Gunther Arglebe, Silva Pereira, Fernando Eldoro, Merete Ellegaard, Paul Andreas Mahr, Manuel Ivo Cruz, Miguel Graça Moura, Álvaro Cassuto, Jaap Schröder, Luiz Isquierdo, Joana Carneiro, Cesário Costa, Paolo Olmi, Jean-Sébastian Béreau, Maurizio Dini Ciacci, Francesco La Vecchia, David Giménez, Martin André, Jean-Marc Burfin, Philippe Entremont, Maxime Tortelier, Rui Pinheiro, Pedro Neves, Ariel Zuchermann, Gianluca Marcianò, Ernst Schelle, entre outros, e solistas tais como Elizabete Matos, Artur Pizarro, Pedro Burmester, Antonio Rosado, Paulo Gaio Lima, Abel Pereira, Mário Laginha, Maria João, Alexander Buzlov, Ilya Grubert, Amihai Grosz, Natalia Lomeiko, Pedro Caldeira Cabral, Arno Piters, entre outros.

Passadas mais de cinco décadas de actividade, a Orquestra Clássica da Madeira abraça, neste momento, um arrojado projecto artístico, proporcionando uma temporada rica em programas do período clássico, romântico e contemporâneo, onde prevê interpretar variadas obras, inclusive com estreias em primeira audição mundial, estreias regionais e nacionais, contando também, dentro da sua temporada, com vários Ciclos Parcelares, dando espaço a diversas vertentes da criação musical.

Com especial destaque, além de contar com a colaboração de prestigiados solistas e maestros com carreiras nacionais e internacionais, promove projectos que permitem a formação progressiva em contexto de trabalho de jovens músicos, assim como o reconhecimento do nível do ensino artístico na Região, dando espaço aos valores emergentes da criação, direcção e da interpretação.

Existe uma consciência generalizada da importância do trabalho que vem sendo desenvolvido pela Orquestra Clássica da Madeira, quer na promoção da música erudita na formação de jovens, quer na elevação social e cultural da população em geral, e como ferramenta cultural para quem nos visita. Como tal, tudo está e continuará a ser feito para que a Arte e, em particular, a Música, esteja presente na vida de cada pessoa, e se reforce como uma componente essencial da vivência colectiva.

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