Oito novos advogados na Região receberam as cédulas profissionais há pouco

15 Dez 2017 / 19:14 H.

O Conselho Regional da Madeira da Ordem dos Advogados entregou as cédulas profissionais a oito novos advogados, esta sexta-feira, no Palácio da Justiça, no Funchal. Neste momento, esclarece o presidente do Conselho Regional da OA, existem cerca de 450 advogados na Região: “É um número que, nos últimos anos, tem vindo sempre a crescer. Quando tomei posse, há quatro anos, no primeiro mandato, tínhamos cerca de 400”, recordou momentos antes da Cerimónia Pública de Juramento e de entrega de Cédula Profissional.

Brício Martins de Araújo acredita que o número de advogados a exercer na Região não é excessivo, já que há áreas específicas que têm crescido nos últimos anos e que ainda não têm muitos profissionais: “Sentimos que o caminho de futuro é um caminho de especialização. Temos um número relevante de advogados mas não o consideramos excessivo porque há um caminho de especialização a percorrer, nomeadamente na área do urbanismo, do direito administrativo, família e menores, desporto, ambiente e onde me parece que há falta de advogados”. Daí alerta para o “dever do próprio advogado em procurar caminhos de especialização que possam assegurar o melhor posicionamento na justiça”.

Acrescenta: “Queremos colmatar essas lacunas para que haja esses advogados especialistas na Madeira para que não seja necessário, em algumas áreas, ir buscar ao Continente. Temos uma advocacia forte ao nível da melhor do país e não faz sentido que tenhamos este défice de advogados em algumas áreas”.

Além disso, Brício Martins de Araújo sublinha que é importante sensibilizar a população para a importância do advogado: “Para a importância do acompanhamento técnico-jurídico forte, consistente e absolutamente especializado” porque, esclarece, “existem muitos actos próprios de advogado que estão a ser praticados por pessoas que não são advogados, nem têm conhecimentos específicos desta matéria”. Esta é outra das razões para o presidente do Conselho Regional da OA, reforçar que “há espaço para novos advogados”.

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