“O sofrimento da pessoa pode ser eliminado com os cuidados paliativos e não com a morte [eutanásia]”, diz Bispo do Funchal

27 Mai 2018 / 18:06 H.

A dois dias da votação das propostas da eutanásia na Assembleia da República, D. António Carrilho disse estar contra a sua legalização.

“Neste momento, em que se debate a questão da eutanásia, até com a hipótese de ser aprovada a sua legalização, têm sido muitas as vozes que se fazem ouvir a tomar posição em nome da ciência, de uma ética natural e dos mais nobres sentimentos humanos contra uma actual legislação”, afirmou hoje o Bispo do Funchal, durante a celebração eucarística, no Parque de Santa Catarina, que assinalou a Jornada Diocesana da Família.

O prelado madeirense referiu que “o sofrimento da pessoa pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos e não com a morte”. “Tal posição, que é afirmada em nota pastoral de referência episcopal ressalva a declaração conjunta de oito comunidades religiosas presentes em Portugal, intituladas ‘Cuidar até ao Fim com Compaixão’”, concluiu.

Recorde-se que, na próxima terça-feira, a eutanásia será discutida na Assembleia da República, onde irão estar em debate projectos do Bloco de Esquerda, do PAN, dos Verdes e do PS.

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