NÓS Cidadãos questiona Secretário Pedro Ramos sobre o funcionamento do Serviço de Psiquiatria

11 Nov 2017 / 10:49 H.

O NÓS, Cidadãos! emitiu um comunicado para criticar as declarações do Secretário da Saúde, proferidas a 2 de Novembro na Assembleia Legislativa da Madeira sobre a existência de cinco psiquiatras no Serviço público Regional.

Consideram ser necessário que estas declarações “sejam questionadas e devidamente esclarecidas, pois uma afirmação feita não é necessariamente uma afirmação autêntica, e muitas vezes a origem da “fabulação” está precisamente na imagem idealizada que desejamos impor aos outros”.

Por esta razão, o NÓS, Cidadãos! Coloca cinco questões a Pedro Ramos relativamente a este assunto e ao estado em que se encontra o Serviço de Psiquiatria do SESARAM:

1. Quem é, no presente, o director do Serviço de Psiquiatria do SESARAM, EPE? Sabemos que o anterior director já deixou funções, mas o seu nome continua a figurar na página oficial da instituição.

2. Quantos médicos psiquiatras têm contrato / vínculo – e que tipo de contrato – com o Serviço de Psiquiatria do SESARAM, EPE e, portanto, com o Serviço Regional de Saúde? E os que acumulam com o privado, qual o número de horas que prestam efectivamente no serviço público regional? E a que custo?

3. Sabendo que o Serviço público de Psiquiatria tem cerca de 2000 utentes em tratamento, e um grande número de doentes em lista de espera, neste momento, qual é o tempo médio de espera para uma primeira consulta no Serviço de Psiquiatria do SESARAM, EPE?

4. O que é feito do Plano Regional de Saúde Mental e quais os resultados alcançados até ao presente com os “escassos” recursos humanos de que serviço público da região dispõe? Onde estão os relatórios referentes ao seu grau de implementação e os resultados gerados?

5. De acordo com o relatório “Health at a Glance 2017” (“Uma visão da saúde”) da OCDE, publicado precisamente esta semana, Portugal é o quarto país da organização com mais casos de demência, com 19,9 casos por mil habitantes, um valor superior à média dos 35 países avaliados. Ora, para NÓS, Cidadãos! que temos assistido a um progressivo desmantelamento do Serviço público de Psiquiatria na RAM – e percebendo quem beneficia com tudo isto e quem perde, assim como os custos desta orientação política para o erário público – de que forma foi (ou está a ser) preparada a resposta regional para esta preocupante e onerosa realidade?

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