NÓS, Cidadãos! quer respostas concretas do Governo em relação aos auxiliares

O partido pergunta a Jorge Carvalho se há condições efectivas para contratar e quantos vão ser contratados para as escolas da Madeira

13 Jan 2018 / 15:57 H.

O partido NÓS, Cidadãos! não gostou da intervenção do secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, durante esta semana pois considera que os novos desafios anunciados para esta área na Madeira não têm nada de novo, e, mais do que isto, há problemas que continuam à espera de solução, sendo a falta de auxiliares particularmente sentida nas escolas. Por isso, questionam o governante se o compromisso é efectivamente para cumprir.

O aumento destes profissionais nas escolas é uma reivindicação antiga e o envelhecimento e saída para a reforma, assim como os contratos precários têm agravado a situação, sem uma “resposta satisfatória” por parte do Governo, critica o NÓS, Cidadãos!. À procura de uma resposta, o partido pergunta a Jorge Carvalho se a promessa de aumentar os contratos para auxiliares operacionais e a de converter situações precárias em contratos a termo “é efectivamente um compromisso que tem condições políticas e financeiras para ser executado/ cumprido, ou não passará de mais uma “dívida” para com as escolas e famílias da Região, que perde a força há medida que irá envelhecer com o tempo?”. Vão mais longe e querem saber efectivamente qual o número de novos auxiliares a dar entrada nas escolas e se serão suficientes para responder às necessidades. Com a alteração por parte do Ministério da Educação do rácio que define quantos auxiliares cada instituição deve ter, tendo em conta o número de alunos ou a dimensão da escola, o NÓS, Cidadãos! pergunta ainda ao secretário quantas escolas na Região cumprem a actual legislação em vigor.

Num texto longo enviado pelo partido, são referidas várias outras situações nas escolas à espera de solução. “Para além da contínua carência de materiais/meios (tecnológicos, informáticos, audiovisuais, nos laboratórios, etc.) para o apoio imprescindível às actividades lectivas no século XXI, as escolas regionais, infelizmente, persistem com problemas como o abatimento de tectos, infiltrações de água em diversos pontos, vidros de janelas partidos, pisos/pavimentos destruídos/esburacados pelo uso, portas e armários empenados, paredes riscadas pelos alunos e deterioradas pelo tempo, elevadores que não funcionam, portas de salas de aula com fechaduras que já não operam, quadros negros onde já não é possível escrever, iluminação deficiente e energeticamente pouco ou nada eficiente, secretárias e cadeiras de alunos e professores totalmente danificadas pelo uso e tempo, estrados que ameaçam ruir a qualquer instante, etc., tudo isto são situações que precisam urgentemente de reparação ou substituição continuam há anos a aguardar por um solução”, alerta a direcção do partido, na Madeira liderado por Filipa Fernandes.

Outras Notícias