NÓS, Cidadãos! lamenta “péssimos resultados” nas taxas de reciclagem da Madeira

Partido apresenta cinco medidas

16 Abr 2018 / 11:15 H.

O NÓS, Cidadãos! diz, numa nota de imprensa enviada à redacção que “depois de ter sido, há algumas décadas, uma referência nacional na área da recolha selectiva de resíduos, infelizmente, a Região Autónoma da Madeira (RAM) apresenta agora péssimos resultados nas suas taxas de reciclagem”.

O partido refere que “apesar das metas europeias para o ano 2020 exigirem taxas de reciclagem de 50%, e o próprio Plano Estratégico de Resíduos da Região Autónoma da Madeira (PERRAM) definir para 2016 uma taxa de 35%, o desempenho obtido está bem abaixo de 10% (8,8% mais precisamente)”.

“Este desastroso desempenho da recolha selectiva na Madeira é ainda mais grave por se distanciar significativamente da média nacional que já ultrapassa os 30%, e estar muito abaixo da média europeia que se situa nos 46%”, aponta e acrescenta: “Ao nível das metas de reciclagem para, especificamente, os diferentes materiais que compõem os resíduos na Região o cenário não é animador, sendo a única excepção os valores referentes ao vidro, com uma taxa de reciclagem de 52,2%, muito próximo da meta do Plano Estratégico de Resíduos da Região Autónoma da Madeira (PERRAM) para 2016, que é de 55%. A meta para a reciclagem de papel/cartão definida pelo PERRAM é de 35%, tendo sido alcançado apenas o valor de 12,1%; a meta para o plástico é de 15%, não tendo sido ultrapassado os 5%; e para os resíduos orgânicos é de 40%, sendo zero o valor obtido na compostagem destes materiais”.

No sentido de reverter esta tendência e reorientar a estratégia seguida pelas entidades competentes regionais, o partido NÓS, Cidadãos! apresenta 5 medidas essenciais a serem adoptadas pelo Governo Regional e pelas Autarquias da Madeira e Porto Santo.

Segue a lista das medidas:

1ª- Dar prioridade à recolha seletiva porta-a-porta, avaliando também a adequação dos procedimentos e da cobertura do sistema de recolha selectiva actualmente existentes e procedendo à sua melhoria;

2ª- Reduzir a taxa de rejeitados*, procedendo à avaliação da qualidade da separação dos resíduos e desenvolvendo as necessárias medidas para corrigir as más práticas, apostando, nomeadamente, na constituição de brigadas de fiscalização que garantam o cumprimento dos regulamentos;

3ª- Reativar a Estação de Compostagem de modo a que seja novamente possível apostar na recolha selectiva dos resíduos orgânicos, uma das principais fracções dos resíduos urbanos produzidos (cerca de 45%);

4ª- Implementar projetos de Educação Ambiental próximos das comunidades locais e envolvendo-as de modo a promover a correcta separação dos resíduos. É importante dar a conhecer aos cidadãos o que há de bom em termos ambientais, mas também o que há de mau, o que não deve ser feito;

5ª- Criar incentivos à separação, em detrimento da recolha indiferenciada, através de benefícios ao nível das taxas municipais ou outras. NÓS, Cidadãos! lembramos que as atuais ‘exigências’ de rápido desenvolvimento económico, financeiro e social por vezes olham em demasia para o curto prazo. Cuidar do ambiente/planeta, desenvolvê-lo em bom estado (fomentando uma relação homem-natureza sustentável) é olhar a longo prazo e pensar sobretudo em que nos irá suceder, isto é, nas futuras gerações, as dos nossos filhos e netos, que veem comprometido o seu futuro pois a herança deixada, em termos de recursos do planeta, está perto de estar esgotada.

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