“Não é depois das desgraças que vamos tomar medidas para evitar a propagação do fogo”

Monte /
21 Out 2017 / 13:57 H.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, anunciou, esta manhã, no Terreiro da Luta (Monte), que a criação de uma linha corta-fogo na zona do Caminho dos Pretos é uma prioridade do seu executivo, já que “é um trabalho para se fazer na altura certa, porque não é depois das desgraças acontecerem que vamos tomar medidas para evitar a propagação do fogo”. Por isso mesmo, este projecto será inserido no programa de apoio às áreas florestais (PRODERAM) e no Orçamento Regional de 2018 haverá verbas para limpar terrenos (corte de espécies mais inflamáveis e que facilitam a propagação das chamas, como eucaliptos e acácias) em áreas das zonas altas do Funchal mais próximas de habitações e de núcleos urbanos.

Acompanhado da secretária do Ambiente, Susana Prada, o chefe do executivo madeirense fez a apresentação da referida linha corta-fogo, que terá a área total de 420 hectares e abrange uma zona “muito perigosa” em termos de fogos, já que é constituída por eucaliptos e acácias. Esta área será limpa de espécies mais inflamáveis, algumas das quais serão substituídas por espécies indígenas. Serão construídos caminhos florestais e áreas de água para controlar a propagação do fogo nas zonas mais altas do Funchal.

O projecto global representa um investimento de 8 milhões de euros e vai avançar à medida da disponibilidade orçamental. “Eu, por mim, já fazia amanhã, só que não temos verbas suficientes para adquirir os terrenos todos ao mesmo tempo. Mas vamos fazê-lo o mais rapidamente possível”, afirmou o presidente do Governo, para quem este “é o dinheiro mais bem aplicado”.

A Empresa de Electricidade da Madeira contribuiu para o arranque do projecto, com a doação de três terrenos com 12 hectares (120 mil metros quadrados). Outras empresas deverão seguir o exemplo, já que podem beneficiar da lei do mecenato.

Tópicos