Movimento Mais Porto Santo acusa Governo Regional e PSD de terem abandonado o Porto Santo

08 Mar 2018 / 10:38 H.

O Movimento Mais Porto Santo desafiou o Executivo camarário, na última reunião de câmara, realizada segunda-feira, 5 de Março, a encetar contactos urgentes com o Governo Regional da Madeira, no sentido de se candidatar à obtenção de fundos comunitários, que permitam fazer face aos danos provocados pelo mau tempo, que resultaram em prejuízos avultados para comerciantes e agricultores locais, para além de uma grande devastação da praia.

“Nós temos de ser mais pró-activos nesta matéria, temos de reivindicar verbas que estão disponíveis, como forma de auxiliar a nossa população, que viveu dias e noites de aflição por força das más condições climatéricas. Temos de sensibilizar as autoridades regionais para contribuírem e é preciso trabalhar nesse sentido”, avisa José António Castro, vereador do Mais Porto Santo, recordando que existem fundos de solidariedade na União Europeia ao dispor das populações das regiões afectadas.

“Em Junho do ano passado a União Europeia adoptou um regulamento que presta mais apoio às regiões afectadas por catástrofes naturais, até 95% dos custos, ao abrigo de uma política de coesão, num montante total de 9,8 mil milhões de euros, que representa 5% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, que financia a assistência”, refere, adiantando que “estas verbas podem ser utilizadas para apoiar os esforços de reconstrução, operações de limpeza e protecção de locais classificados como património cultural”. Como tal, até porque há prazos a cumprir, “precisamos que o Governo Regional envie, com urgência, técnicos ao Porto Santo para que avaliem os prejuízos”, sugere José António Castro, que lamenta “o desleixo e descuido do Governo Regional, que continua a tratar os porto-santenses como madeirenses de segunda”.

José António Castro diz ainda que o presidente do Governo já anunciou um conjunto de apoios aos agricultores que viram as suas culturas e meios de produção destruídos pelas recentes intempéries, em cerca de 1,5 milhões de euros. “Segundo sabemos, estão no terreno com equipas a fazer levantamentos dos estragos mas, infelizmente, que saibamos, nenhuma está ou esteve no Porto Santo. E nós não podemos continuar a ser o parente pobre da Madeira, com a conivência do PSD do Porto Santo, bem como do deputado eleito pelo círculo do Porto Santo na Assembleia Legislativa da Madeira, que nem uma palavra disse sobre esta calamidade que assolou a nossa Ilha, e o director da Administração Pública do Porto Santo. Apenas comem e calam, deixando o povo só e abandonado”, acusa José António Castro.

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