Marinha quer mapear o mar português em 10 a 20 anos

Objectivo do Chefe de Estado Maior da Armada, o almirante António Mendes Calado

16 Jul 2018 / 13:24 H.

A Marinha portuguesa está disponível para encetar um projecto de mapeamento de todo o fundo do mar português, logo que as Nações Unidas decidam, espera-se no sentido da aprovação, do projecto de extensão da plataforma continental.

A intenção foi expressa pelo Chefe de Estado Maior da Armada, o almirante António Mendes Calado, após audiência no Funchal com a vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Fernanda Cardoso.

No encontro de apresentação de cumprimentos, após tomar posse em Março deste ano, Mendes Calado reafirmou “que a Marinha será sempre um parceiro para as gentes ribeirinhas e estando aqui numa ilha, o mar para vós assume particular importância e para nós é o objectivo de vir cá reafirmar a nossa capacidade de colaborar e de dar às instâncias regionais todo apoio que precisarem para podermos potenciar aquilo que é o mar em termos de economia local”, frisou, num projecto que será geracional e que levar 10 a 20 anos de trabalho.

Destacando a actividade científica realizada pela NRP Gago Coutinho, o almirante lançou a ideia de que é “importante desenvolver o projecto de mapeamento do mar português, porque passaremos a ser um dos países europeus com mais área marítima de jurisdição nacional e, depois, a Marinha contribuirá para o conhecimento dos fundos e muito do potencial que essa plataforma poderá ter para todos nós, os nossos filhos e netos e futuras gerações”, frisou. “É preciso conhecermos melhor para depois podermos proteger e potencializar”, acrescentou.

Noutro patamar, uma vez que na próxima sexta-feira, 20 a Marinha irá receber mais um Navio-Patrulha Oceânico, o NPO Sines, que será o terceiro de 4 que estão previstos construir, seguramente um deles a ser colocado ao serviço do mar da Madeira (e possivelmente dois para os Açores), mas isso quando o projecto estiver concluído. O quarto NPO da Classe Viana do Castelo será recebido em Janeiro de 2019 e “as decisões políticas emanadas da cimeira da NATO vão no sentido de dar continuidade ao programa de construção destes navios-patrulha, construindo os seis que faltam”. Inicialmente o projecto apontava para 10, um dos quais teria o nome ‘NPO Funchal’, mas depois foram cancelados e agora deverão ser retomados.

O almirante Mendes Calado também abordou o afundamento de navios da Marinha que foram retirados do serviço e que, pelo menos na Madeira, já tem um (Porto Santo) e virá um segundo daqui a meses (no Cabo Girão), e ainda a necessidade de atrair mais jovens para a Marinha, carecendo os quadros actuais de pelo menos 900 efectivos.

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