Mais Porto Santo denuncia “comportamento abusivo e desonesto” em relação aos agricultores porto-santenses

24 Ago 2018 / 11:32 H.

Num comunicado dirigido esta sexta-feira à imprensa, o Mais Porto Santo acusou o Governo Regional de ter um “comportamento abusivo e desonesto” em relação ao Porto Santo na questão dos transportes de mercadorias.

“Um ano depois está provado que o avião cargueiro é mais uma aposta falhada do Governo Regional, uma vez que a taxa de ocupação continua muito abaixo das projecções do consórcio, afirma José António Castro, sublinhando que o executivo madeirense gasta mensalmente 50 mil euros para tentar escoar produtos regionais para a capital portuguesa.

Embora reconhecendo a justeza do argumento do Governo Regional de esta verba deveria ser paga pelo Governo da República, ao abrigo da continuidade territorial, o Mais Porto Santo “não aceita que o Governo Regional insista em ter um comportamento em relação aos porto-santenses idêntico àquele que a República tem com a nossa Região Autónoma”.

“Se o governo PSD estivesse mesmo preocupado com a subsistência e sobrevivência dos porto-santenses já teria baixado o custo do transporte de mercadorias entre a Madeira e o Porto Santo, que continua a ser um absurdo e uma vergonha, e lutado para reduzir as taxas aeroportuárias”, reitera José António Castro e acusa os partidos do bloco central na Madeira, bem como o ‘governo da geringonça’ do continente, de não querer saber do Porto Santo para nada, nem nada fazer para melhorar a qualidade dos agricultores, que “mesmo sem apoios continuam a fornecer os melhores produtos do mercado regional, como é o caso do bolo do caco, tomate, batata doce, cebola melancia, melão, uvas, entre tantos outros”.

“Se houvesse o devido escoamento e apoio certamente que os nossos agricultores produziriam muito mais. Mas não é esse o entendimento deste triste e desolador Governo Regional, da vereação social-democrata na Câmara Municipal do Porto Santo e da fraca e ausente oposição socialista”, concluiu o vereador.

Recorde-se que o director executivo do consórcio Madeira Air Integrated Solutions (MAIS), revelou ontem que o transporte de mercadorias no avião cargueiro que opera há um ano entre a Madeira e o continente está “muito aquém das expectativas”.