‘Mais Porto Santo’ acusa Câmara Municipal de “cumprimentar com chapéu alheio”

Em causa o pagamento faseado da dívida à empresa Farrobo

25 Set 2018 / 17:00 H.

O Mais Porto Santo (MPS) emitiu um comunicado onde recorda ser o “responsável pela viabilização do pagamento faseado de uma dívida da Câmara Municipal do Porto Santo à empresa Farrobo - Sociedade de Construções, a rondar um milhão de euros, contraída há mais de dez anos, sob pena do congelamento das contas bancárias da autarquia, e que a dívida à Sociedade Arlindo, Correia & Filhos ainda está execução”. As declarações surgem após a autarquia ter lembrado esse feito como um contributo para o abate de 400 mil euros em dívidas, tal como foi publicado na edição impressa de hoje do DIÁRIO.

“Vem agora o Executivo camarário congratular-se e assumir individualmente a poupança de cerca de 400 mil euros nestes processos judiciais, negligenciando e omitindo o trabalho que foi desenvolvido pelo Mais Porto Santo nesta delicada matéria, apesar de estar bem ciente de que se não fosse a ação, empenho e voto favorável do movimento de cidadãos independentes, face ao chumbo dos socialistas, que as contas do município teriam sido penhoradas e o futuro dos porto-santenses ainda mais comprometido”, assume o movimento que tem José António Castro como vereador na CMPS.

“É por este tipo de atitudes, procurando abafar o trabalho que o Mais Porto Santo desenvolve em defesa dos porto-santenses, que este movimento decidiu revogar a delegação de competências do ainda presidente da Câmara Municipal do Porto Santo”, justifica, acrescentando que “não pode continuar a pactuar com este comportamento leviano, de quem tenta cumprimentar com o chapéu alheio, sem respeito e consideração por movimento que muito contribuiu para a estabilidade política e para a fundamental governabilidade de um município que andou ao longo de quatro anos refém de uma guerra sem tréguas entre PS e PSD”.

“Esta inesperada tentativa de campanha eleitoral do PSD Porto Santo, de mostrar serviço e trabalho, talvez por sentir que o tapete foge-lhe dos pés, perfeitamente consciente que o povo está cansado e desiludido, é tão-somente mais um sinal do desnorte de quem insiste em comandar os destinos da Ilha a partir da Quinta Vigia e de quem, no Porto Santo, erradamente, se deixa governar através de e-mails e ordens superiores partidárias, traindo a confiança dos porto-santenses”, conclui em comunicado.

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