Madeira não tem o pior nível de escolaridade da Península Ibérica

Afinal a Região tem melhores indicadores do que os Açores e a Extremadura

16 Abr 2018 / 12:00 H.

A Secretaria Regional da Educação emitiu uma nota que visa corrigir dados divulgados sobre os níveis de escolaridade da Madeira que, divulgados pelo INE no final do mês passado e publicados pelo DIÁRIO e outros órgãos no início deste mês, davam conta que a Região estava na cauda do ranking de todas as regiões da Península Ibérica (Portugal e Espanha).

Essa actualização, referente a 2016, divulgada poucos dias depois da primeira versão, vem repor a verdade, uma vez que, embora ainda nos últimos lugares, efectivamente a Madeira deixou de ser a que tem os mais baixos níveis de escolaridade na faixa etária 25-64 anos, passando a antepenúltimo.

Esse facto é realçado pela SRE que salientou que a 10/4/2018, “o lnstituto Nacional de Estatística publicou uma actualização do estudo ‘Península lbérica em números - 2017’ (página 29), onde é possível ler-se: ‘Em 2016, a maioria das regiões ibéricas tinha percentagens de população (25-64 anos) com níveis de escolaridade média entre 20% e 25%. Em Portugal, o valor mais baixo registou-se na Região Autónoma dos Açores (17,4%) e o mais elevado na área metropolitana de Lisboa (27,3%)”.

E acrescenta: “Esta actualização promove o ordenamento das NUTS ll em relação ao tópico ‘População com nível de escolaridade média’, sendo claro que a última posição não é ocupada pela Madeira; de facto, é possível verificar que a Madeira, com uma percentagem de 18,6%, ocupa a antepenúltima posição entre as 26 regiões consideradas, à frente dos Açores (17,4%) e da Extremadura (17,2%), que ocupa a última posição. Ou seja, a Madeira está separada pelo mesmo valor percentual (1,4%) do valor mais baixo da percentagem média (20%) e do valor da última posição da tabela (17,2%, Extremadura, Espanha).”

Acreditando que continuará o trabalho de “pugnar pela melhoria geral dos resultados de Educação e Formação, matéria que não duvidamos ser também do interesse de V. Exa. e de relevante alcance nacional, certos de que os resultados referenciados à Madeira e aos Açores, ainda que abaixo do nível desejado, se encontram fortemente dependentes do nível de escolaridade dos segmentos populacionais mais idosos, os quais tiveram de realizar a escolaridade obrigatória em condições distintas daquelas que a Autonomia veio proporcionar”, lembra o contexto histórico.

Nota final para o facto de os números que foram divulgados na altura pelo Instituto Nacional de Estatística terem indicado a Madeira como sendo a região que tinha o nível mais baixo, valores corrigidos dias mais tarde por uma nova versão. Essa é a verdade dos factos.

Outras Notícias