Madeira aproveita benefício da TAP e espera que Easyjet siga mesmo caminho

19 Nov 2017 / 18:01 H.

O vice-presidente do Governo, Pedro Calado, afirmou, esta tarde, no Funchal, que a Região Autónoma da Madeira não vai desperdiçar a abertura que a TAP manifestou para alterar a fórmula de reembolso das viagens aéreas apenas porque a outra companhia na linha, a Easyjet, tem limitações no sistema informático. Recorde-se que a companhia portuguesa mostrou-se disponível para uma solução em que no momento da marcação da viagem o passageiro pagará no máximo 86 euros (ida e volta), sendo o subsídio de mobilidade pago posteriormente pelo Estado directamente às companhias aéreas.

“Nós não podemos fechar a porta à TAP e a este benefício que nos querem dar só porque uma outra companhia aérea não tenha um sistema informático preparado para isso”, declarou o ‘número dois’ do executivo madeirense, à margem da visita que efectuou à Feira das Vontades. Calado, que vai abordar o subsídio de mobilidade nas reuniões agendadas para amanhã em Lisboa com o ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, e com representantes da Easyjet, foi bastante elogioso para com a companhia britânica mas deixou claro que a prioridade do Governo é conseguir uma solução mais vantajosa para a população madeirense. De qualquer forma, acredita que a Easyjet pode ultrapassar a situação: “Se eles têm um problema de compatibilização do sistema informático em que não conseguem estar à espera do reembolso por parte do Governo da República no que toca à diferença entre os 86 euros para o preço final da venda, vamos encontrar uma solução juntamente com o Governo da República para que nenhuma companhia seja prejudicada”.