JPP requer Comissão Parlamentar de inquérito ao SESARAM

O requerimento já deu entrada nos serviços da ALRAM com a assinatura de 11 deputados do Parlamento Regional

10 Nov 2017 / 11:45 H.

O Juntos pelo Povo (JPP) conseguiu a adesão de um quinto dos deputados da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) para constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos serviços prestados pelo SESARAM - Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E.

O requerimento já deu entrada nos serviços da Assembleia, com a assinatura de 11 deputados do Parlamento Regional (JPP, PCP, BE, PTP e deputado independente).

Após conferência de imprensa, esta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, a deputada Patrícia Spínola explicou os objectivos desta iniciativa:

“Esta Comissão de Inquérito visa esclarecer o motivo da deterioração da qualidade do serviço, de ano para ano, enquanto os gastos com a saúde aumentam. Queremos saber, a bem da transparência, onde e com que fins foram aplicadas estas verbas. Queremos ainda saber o impacto que o Novo Hospital Central da Madeira, a laborar, terá na qualidade e quantidade dos serviços de saúde prestados aos madeirenses, bem como o reflexo que este hospital terá nas despesas de saúde da RAM a curto, médio e longo prazo, apresentando o Retorno Sobre Investimento estimado”.

O JPP pretende ainda que, através desta Comissão, se proceda à análise e elaboração de um relatório para: “Apurar e apreciar as causas do aumento do tempo de espera, quer para consultas e cirurgias; as razões para a recorrente falta de material hospitalar e farmacêutico; as razões para a desmotivação generalizada no pessoal, que tantas greves e manifestações causam; a evolução dos custos do SESARAM sem a respectiva melhoria na qualidade do serviço; as responsabilidades do Governo Regional que tenham contribuído para a degradação da qualidade dos serviços prestados actualmente”.

Patrícia Spínola acrescentou que esta Comissão servirá também para “obter e consultar toda a documentação relativa às despesas globais feitas pelo SESARAM e a forma como geriram estes dinheiros públicos, bem como os seus resultados na qualidade e quantidade dos serviços prestados”, com acesso a dados, desde 2014, relativamente a listas de espera detalhadas para consultas e para cirurgias; todos os contratos assinados com entidades privadas para a prestação de serviços, directamente relacionados com a prestação de cuidados de saúde.

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