Jorge Carvalho defende mais equidade na escola

Com o número de alunos a diminuir e a necessidade de fundir escolas, secretário regional lembra que redução do número de alunos por turma e enriquecimento curricular são mais-valias

12 Set 2018 / 14:54 H.

Deu-se esta manhã o arranque do novo ano lectivo 2018/2019, numa cerimónia que decorreu na Escola Dr. Horácio Bento de Gouveia e num auditório repleto de professores, que assistiram aos discursos do director regional de Educação e do secretário regional de Educação, ambos lembrando que para que haja sucesso escolar é preciso que as escolas e os professores apostem na equidade do ensino.

Segundo o governante ao ritmo que ocorre a diminuição da natalidade, na próxima década e até 2030, as escolas da Madeira poderão ter 30 mil alunos, quando actualmente são cerca de 45 mil e há seis anos eram 52 mil. Num cenário dramático, Jorge Carvalho salientou retira-se daí o facto de ser possível diminuir o número de alunos por turma, o que trará mais qualidade no ensino. No entanto, a grande aposta passa por continuar a reforçar a necessidade de assegurar maior equidade aos alunos, pois aos que têm mais necessidades há que garantir mais.

“Hoje temos cerca de 66% dos nossos alunos a serem apoiados pela acção social escolar, facto que consideramos determinante para podermos criar as condições para que todos, tendo o mesmo ponto de partida, possam percorrer o mesmo percurso, mas ter a aspiração que podem atingir um ponto de chegada”, exemplificou. “Cabe a todos nós termos esta visão da gestão pela lógica da equidade, criando as condições para que aqueles que não tendo à partida, possam beneficiar delas ao longo do seu percurso e, assim, poder atingir os seus objectivos. É esse factor que acreditamos cria as chamadas roturas sociais, no sentido positivo porque são estes apoios que alteram a condição de origem do aluno. Acreditamos que todos têm capacidade, competência e talento. O que é necessário é que criemos as condições para essas competências e talentos possam ser desenvolvidos. É essa a função do sistema educativo, do professor”, atirou.

Antes da intervenção final, o director regional Marco Gomes apresentou vários indicadores que versaram os projectos de enriquecimento curricular que, cada vez mais, desempenham um papel mais importante no desenvolvimento de competências dos estudantes, desde o 1.º ciclo ao Secundário.

Até ao final do ano lectivo passado, frisa, os vários projectos desenvolvidos nas escolas abrangeram 43.478 alunos e 745 docentes, num total de 1.777 tempos semanais. Isto sem contar os projectos específicos de cada escola que visaram, sobretudo, melhorar as notas de alunos a várias disciplinas.

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