Investigadora ajudou a traçar plano para diagnóstico menos invasivo do cancro através da Bolsa Rubina Barros

05 Fev 2018 / 16:51 H.

Desenvolver um método de diagnóstico mais simples, não invasivo e menos dispendioso é o objectivo da investigação de Catarina Barbosa, a investigadora premiada com a 3ª Bolsa de Investigação Rubina Barros, cujos resultados preliminares foram hoje apresentados, no Colégio dos Jesuítas.

‘Avaliação e validação de um painel de biomarcadores de metilação em DNA livre circulante na detecção de recorrência de tumores primários e de segundos tumores primários’ é o nome do projecto levado a cabo ao longo do último ano, que contou com a orientação de Carmen Jerónimo.

“O que pretendemos é um teste de diagnóstico, mas também de prognóstico”, explicou Catarina Barbosa, acrescentando que estiveram em análise os cancros com maior incidência, nomeadamente, o cancro do colo-rectal, do pulmão, da mama e da próstata, contando com a participação de 400 pacientes com e sem cada uma destas neoplasias.

Carmen Jerónimo fez questão de salientar a importância do contributo de todos para que se consiga continuar a financiar a investigação nesta área, trazendo avanços para a ciência.

Neste caso, a bolsa Rubina Barros surgiu de donativos feitos para ajudar o tratamento de uma aluna de Medicina, que tinha cancro e que, entretanto faleceu. O dinheiro entregue à Liga Portuguesa Contra o Cancro foi canalizado, com a parceria com o DIÁRIO para esta bolsa de investigação. A Liga apela a mais ajudas monetárias para que se possa continuar a possibilitar este apoio.

Estudo da dieta rica em fruta e vegetais para prevenir cancro

Se o trabalho de Catarina Barbosa visava o diagnóstico do cancro, a investigação de Joselin Aguiar pretende a sua prevenção. ‘Avaliação do efeito da dieta rica em frutas e vegetais na actividade preventiva do cancro’ é a temática em estudo pela investigadora vencedora da 4ª Bolsa Rubina Barros.

O protocolo com Joselin Aguiar foi ontem assinado, sendo que a investigadora já iniciou o seu trabalho no Centro de Química da Madeira. José Câmara, o seu orientador, referiu que este é um trabalho “muito ambicioso dado o tempo que existe para o completar”, mas acredita que trará frutos e o empenho de Joselin Aguiar.

A investigadora já começou a traçar os perfis de alimentos como as uvas, brócolos, cebola e agrião para tentar perceber a sua capacidade de prevenir o cancro.

A Liga tem também associada à bolsa uma conta Montepio Geral com o NIB 003600409910035148155, aberta a todos os contributos e para garantir próximas edições deste apoio à investigação em oncologia.