Greve dos professores na Madeira entre 20% para os sindicatos e 6,9% para o governo

13 Mar 2018 / 15:35 H.

A greve dos professores na Madeira tem uma adesão média de 20% segundo o Sindicato dos Professores (SPM), enquanto o governo fala em 6,9% da parte da manhã.

De acordo com os dados fornecidos à Lusa pela secretaria regional de Educação, de um total de 2.845 professores, 196 aderiram à greve.

Para o secretário que tutela a pasta, Jorge Carvalho, os 6,9% de adesão reflectem as matérias já assumidas pela secretaria, caso da progressão nas carreiras, considerando que a greve, como o SPM já tinha dito hoje, “é feita por solidariedade” para com o todo nacional.

O presidente do SPM, Francisco Oliveira, referiu que “no primeiro ciclo e pré-escolar a taxa de adesão atingiu 30% e nas escolas do segundo e terceiro ciclos e secundário, a taxa ficou abaixo dos 20%”.

O responsável ressalvou que algumas escolas “registaram valores mais elevados de adesão, onde se fizeram sentir os efeitos da greve”.

Na última greve convocada pelo SPM, em novembro de 2017, a taxa de adesão dos professores situou-se nos 60% pelo que Francisco Oliveira recordou que na região, há um entendimento com a secretaria da tutela para o principal problema que deu origem à greve de hoje, a recuperação integral do tempo de serviço dos períodos de congelamento para efeitos de progressão na carreira.

“A Madeira tem aqui um aspecto diferente do continente”, disse, considerando que “terão havido muitos professores que acharam que não havia razão para a greve”.

Francisco Oliveira disse ainda que se deverão manter os níveis de adesão no período da tarde.

A greve é convocada pelas 10 estruturas sindicais de professores que assinaram a declaração de compromisso com o Governo, entre as quais as duas federações - Federação Nacional de Educação (FNE) e Federação Nacional dos Professores (Fenprof) - e oito organizações mais pequenas.

A greve arranca hoje nos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém e na região autónoma da Madeira, e termina a 16 de março, sexta-feira, dia em que os professores paralisam na região norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) e na região autónoma dos Açores.

No dia 14 a greve concentra-se na região sul (Évora, Portalegre, Beja e Faro) e no dia 15 na região centro (Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Guarda e Castelo Branco).

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