“Governo PSD já gastou mais de meio milhão com estudos para o ferry”

São as contas do JPP, apresentadas em conferência de imprensa, esta manhã, na ALRAM

16 Abr 2018 / 12:12 H.

O líder do grupo parlamentar do JPP na Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM), Élvio Sousa, apresentou, hoje, um balanço dos custos do concurso público internacional para transporte marítimo regular de passageiros e carga do navio ferry entre a Madeira e o continente. Até esta altura, o Governo Regional já terá gasto mais de meio milhão.

“Desde assessorias jurídicas, serviços de assessoria técnica, emissão de pareceres e serviços de consultadoria, o governo regional já gastou 568 mil euros do orçamento regional (...) E até agora sem efeitos práticos”, revelou Élvio Sousa, em conferência de imprensa, esta manhã.

O líder do grupo parlamentar do JPP lembrou que as respectivas adjudicações estiveram todas a cargo da Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura, liderada na altura por Eduardo Jesus, e da autoridade portuária (APRAM), titulada pelo referido ex-secretário regional. E deixou alguns exemplos: as assessorias jurídicas pagas à sociedade de advogados Fontes e Neves (159 mil euros) e ao engenheiro Valter Manuel do Carmo Duarte (122 mil euros), adjunto do anterior Gabinete do Secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, Miguel Castro Pinto Luz, do governo PSD/CDS.

“O JPP considera que, do ponto de vista político, o Governo PSD está a aproveitar a promessa eleitoral, ainda sem concretização, para gastar, eu diria mesmo esbanjar dinheiro dos contribuintes sem efeitos práticos. Estamos a falar de quase 600 mil euros, que dariam para construir uma nova rampa roll-on rol-off no porto do Funchal”, salientou o deputado do JPP.

O Juntos pelo Povo alertou ainda para o que considera ser “uma ‘orquestra’ ensaiada pelo Governo Regional e por outros parceiros económicos no sentido a desacreditar a viabilidade futura de uma moderna e rápida ligação por ferry, sobretudo quando se coloca a tónica na percentagem dos passageiros, omitindo deliberadamente a vertente da carga rodada e das viaturas, que durante a operação anterior aumentou na ordem das 20 mil toneladas por ano”.

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