Fortaleza do Pico vai gerar receita quatro anos após passar para a Região

Hasta pública para exploração de zona de cafetaria foi arrematada por 2.050 euros/mês

06 Jul 2018 / 14:49 H.

Hoje era para ser um leilão, mas acabou por ser apenas a formalização da entrega para exploração a uma empresa que fez a proposta mais alta. Das cinco candidaturas à exploração da cafetaria/estabelecimento de bebidas no interior da Fortaleza de São João Baptista (Fortaleza do Pico, como é popularmente conhecido), Nelson Vieira propôs pagar à Região 2.050 euros por mês, um valor praticamente 200% acima do preço-base de licitação (700 €) e quase mil euros a mais do que a segunda proposta mais alta.

O processo de requalificação da Fortaleza do Pico, que fora entregue pelo Estado à Região em Julho de 2014, demorou alguns anos até estar decidido o que fazer de parte da infra-estrutura histórica e que ocupa lugar de destaque nas vistas do Funchal. Depois da obra de requalificação feita e visitada há poucas semanas pelo presidente do Governo Regional, o dia da licitação, que acabou por ser, efectivamente, entregue à empresa que já explora o Barreirinha Bar Café e a Mercearia Dona Mécia, o Museu Café, o Café da Loja do Cidadão, um quiosque no Almirante Reis.

“O espaço é brutal e acho que estava um pouco esquecido”, justificou esta aposta. “Reparamos que há muito turistas no local e como é no centro do Funchal, e pensando pela sua cabeça quando chegam cá, olham aquela fortaleza de certeza que querem ir lá explorar. Visto que o Governo estava a arrendar o espaço, fomos ver, gostamos e esperamos levar alegria. Já temos ideias de como vamos explorar, mas ainda não vou dizer. Vamos abrir o mais rápido possível, mas dar uns retoques antes. Ainda não temos um nome”.

Questionado sobre o valor da proposta que ‘arrasou’ com a concorrência, Nelson Vieira diz: “Nós acreditamos no espaço, por isso vamos trabalhar para isso”, garantiu.

Elia Ribeiro, directora regional do Património e Gestão dos Serviços Partilhados, reconheceu que, ao contrário de outras ocasiões, a hasta pública foi rápida e salientou que “o proponente que fez a proposta mais alta estava realmente decidido a ficar” com a exploração do negócio que já está pronto a ser ocupado.

Refira-se que, além da zona de cafetaria/bar/restauração, a Fortaleza do Pico terá áreas de exposição, sala multiusos, que servirá para eventos. A requalificação custou 180 mil euros aos cofres da Região.

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