Eurodeputada Liliana Rodrigues defende a mobilidade diferenciada dos artistas

14 Jun 2018 / 12:08 H.

“A mobilidade dos artistas é uma forma de promoção da paz, da partilha de visões e da desconstrução de representações sociais e culturais estereotipadas”, afirmou Liliana Rodrigues, durante o debate do relatório sobre as Barreiras Financeiras e Estruturais no acesso à Cultura, que decorreu em Estrasburgo.

Na sua intervenção, a eurodeputada madeirense criticou a proposta da Comissão Europeia para o novo quadro financeiro “pela falta de ambição no investimento cultural”. Na opinião da eurodeputada, “o sector cultural e criativo continuará subfinanciado e o seu enorme potencial permanecerá, em grande parte, inexplorado”, acrescentando que gostaria de ver a União Europeia tão preocupada com as décimas da cultura, como se preocupa com as décimas do seu sistema bancário e financeiro.

Liliana Rodrigues viu no relatório 51 das suas alterações aprovadas, três delas em compromisso. Das propostas aprovadas no documento, a eurodeputada socialista destacou a necessidade de adopção de um modelo único de taxação internacional dos artistas e dos agentes culturais que não implique a dupla tributação; um maior investimento no acesso à cultura para as regiões ultraperiféricas, as regiões montanhosas e remotas e um maior investimento em projectos de mobilidade cultural diferenciada, que deverão ser reforçados de modo a permitir o desenvolvimento e a coesão destas localidades.

O relatório sobre as ‘Barreiras Financeiras e Estruturais no acesso à Cultura’ foi aprovado hoje com 583 votos a favor e 49 contra.

Outras Notícias