Estivadores em luta nacional a 27 pelos colegas do Caniçal e de Leixões

Após reunião com os deputados do PS, líder do sindicato fala em perseguições da concessionária e salários baixos

16 Jul 2018 / 13:04 H.

Os estivadores madeirenses que, actualmente, são cerca de 35 vão entrar em greve, numa jornada nacional de paralisação de um dia, a 27 de Julho, exigindo a resolução das várias situações que, segundo o Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística, ocorrem com maior frequência no Porto do Caniçal, mas também no de Leixões.

Após reunião esta manhã na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira com o grupo parlamentar do PS, os representantes dos estivadores lembraram várias situações que levam a esta jornada de luta, a começar nos mais baixos salários dos que operam no Caniçal, comparado com os seus pares no continente e Açores, apontando António Mariano, em especial, a “perseguições a trabalhadores sindicalizados e que pretendem se sindicalizar”, nomeadamente denunciando que “durante quatro anos deixaram de fazer trabalho suplementar que representa importante fatia do que levam para casa”.

O líder daquele sindicato nacional deixou nota de agrado pelo facto de a Assembleia Legislativa ter agendada para amanhã a discussão da situação da operação portuária na Madeira, aproveitando para pedir aos socialistas, representados pelo líder parlamentar Victor Freitas atenção às questões referidas.

Já no entender do deputado socialista, esta reunião foi pertinente porque na terça-feira à tarde este será o tema central da discussão parlamentar. “Do nosso ponto de vista a situação dos portos da Madeira é controversa e que à luz do que têm sido os últimos três anos de governo, em que se criou uma série de expectativas em relação a uma alteração prometia pelo governo regional com o objectivo de fazer baixar os preços dos transportes de mercadorias e estando a um ano de terminar o mandato, até ao momento não foi dado nenhum passo nesse sentido”, lembrou.