Dificuldades de som encurtam sessão do julgamento de Jardim

11 Jan 2017 / 19:54 H.

A juíza da Instância Local do Funchal decidiu encurtar a diligência desta tarde do julgamento do ex-presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, por dificuldade em ouvir, na sala de audiências, os registos de som constantes dos autos.

Este é o primeiro julgamento de Alberto João Jardim como arguido, que responde pelo crime de violação dos deveres de neutralidade e imparcialidade da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, no âmbito da campanha para as autárquicas de 2009. A juíza marcou para 24 de Fevereiro, às 10:00, a continuação do julgamento com a audição de quatro testemunhas de defesa do ex-presidente do Governo Regional.

A magistrada judicial decidiu, com a anuência da procuradora e do advogado de defesa, Guilherme Silva, ouvir, no seu gabinete, os registos áudio de noticiários relativos às intervenções do ex-presidente do executivo em inaugurações no período de campanha eleitoral.

Esta foi a quarta sessão deste julgamento, que começou a 21 de Outubro, tendo já sido ouvidos os então representantes do ex-PND Gil Canha, Baltasar Aguiar e Eduardo Welsh, e visualizados os telejornais da época. Os queixosos consideram que os deveres de imparcialidade e de neutralidade não foram respeitados pelo ex-presidente do Governo Regional que, em atos públicos, alegadamente criticava e desconsiderava os candidatos do partido, entretanto extinto.

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