Comissão de Inquérito à TAP no parlamento da Madeira inicia trabalhos na próxima semana

18 Jul 2018 / 19:10 H.

A comissão de inquérito à política de gestão da TAP, hoje instalada no parlamento da Madeira, é composta por nove deputados de cinco partidos e surge na sequência dos “sucessivos cancelamentos de voos” entre a região autónoma e o Continente.

A instalação foi requerida pelo PSD, sendo que o organismo é constituído por cinco deputados deste partido (incluindo o presidente, José Prada), um do CDS-PP (eleito vice-presidente), um do JPP, um do PS e um da CDU.

A primeira reunião foi agendada para segunda-feira, 23 de julho, para definir a metodologia de trabalho, bem como as entidades a notificar para audição e os documentos a solicitar.

A comissão de inquérito à TAP surge na sequência dos cerca de 70 cancelamentos de voos para a região por “motivos operacionais” desde o início do ano, que afetaram aproximadamente 10 mil passageiros e levaram já o Governo Regional, liderado pelo PSD, a mover um processo judicial contra a empresa, onde reclama o pagamento de uma indemnização devido aos “elevados prejuízos” que está a causar à economia do arquipélago.

O parlamento madeirense pretende efetuar uma “análise à política de gestão da TAP, em relação ao destino Madeira e os madeirenses”, sendo que os social-democratas argumentaram, no requerimento para a constituição da comissão de inquérito, que “não é admissível que uma empresa, em que o Governo da República continua a ser o principal acionista, não assegure, em nome do Estado, o serviço mínimo público para as regiões, sendo mesmo escandaloso que o presidente executivo da TAP (Antonoaldo Neves) venha justificar, aquando de uma deslocação à Madeira, que em causa estão leis do mercado”.

O PSD realça que o cancelamento de voos persiste de forma “reiterada e abusiva”, apesar dos “vários alertas” do Governo Regional no sentido de sensibilizar a transportadora para o facto de a via aérea ser a principal forma de entrar e sair da Madeira.

A TAP, por seu lado, tem alegado que na origem das irregularidades estão “vários constrangimentos” e “contingências imponderáveis”, tais como fatores meteorológicos, obras em aeroportos e greves, sublinhando, no entanto, que vai indemnizar os passageiros afetados.

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