Comemorações da descoberta da Madeira são celebração da “unidade na diversidade”

20 Mar 2018 / 20:06 H.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que as Comemorações dos 600 anos da Descoberta da Madeira e do Porto Santo são a celebração da “unidade na diversidade” no contexto nacional.

“Será possível celebrar aquilo que faz a unidade na diversidade, aquilo que singulariza e distingue o Porto Santo e a Madeira, a Região Autónoma da Madeira, no contexto nacional”, disse o chefe de Estado numa mensagem audiovisual enviada à Comissão Executiva das Comemorações dos 600 anos da Descoberta da Madeira e do Porto Santo.

A mensagem foi transmitida esta tarde na conferência de imprensa de apresentação do programa dos 600 anos do descobrimento das ilhas da Madeira e do Porto Santo, celebrações que vão decorrer até 2020.

“É, por isso, com honra e júbilo que me associei e associo desde a primeira hora a estas relevantes comemorações, permitindo-me saudar de forma muito calorosa e próxima cada um e todos os madeirense e porto-santenses na certeza que partilhamos um desígnio comum e que esse desígnio, vivido na diferença que a autonomia permite, se chama Portugal”, concluiu.

Na ocasião, o presidente executivo da Comissão para os 600 anos da Descoberta da Madeira e do Porto Santo, Guilherme Silva considerou que o facto de o Presidente da República ter aceitado presidir à Comissão de Honra “é o primeiro sinal da envolvência nacional nestas comemorações, que não se quer que se confinem ao âmbito regional, mas que se quer que ganhem projeção internacional”.

O ex-vice-presidente da Assembleia da República lembrou, ao relevar a posição geoestratégica da Madeira e dos Açores, que a Europa “só não tem como limites, a ocidente, o Cabo da Roca, a Ponta de Sagres ou o Cabo Finisterra, estendendo-se, antes, até ao meio do Atlântico, mercê desse valor, acrescentado e estratégico, que são as regiões autónomas portuguesas”.

A secretária regional do Turismo e Cultura do Governo Regional da Madeira, Paula Cabaço, defendeu que as comemorações seguem o objetivo de “projetar a ilha no futuro” e visam “envolver, ativa e transversalmente, todos os madeirenses e porto-santenses”, assim como a diáspora, “em torno de uma homenagem de seis séculos de história, de património, de cultura, de tradição e de sabedoria”.

Ações de recuperação, conservação e valorização do património, ações de estudo, salvaguarda e divulgação do património cultural material e imaterial, projetos de animação, exposições, concertos, festivais e ciclos de conferências dedicados ao Porto Santo e à Madeira fazem parte dos eventos projetados para os três anos de comemorações.

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