Cinco escolas da Região distinguidas por boas práticas na promoção da saúde psicológica

08 Fev 2018 / 12:46 H.

A Secretaria Regional de Educação tem vindo a procurar criar e estabelecer em cada escola da Região um ambiente potenciador de aprendizagem, “porque acreditamos que esses ambientes não só são favoráveis à aprendizagem, mas acima de tudo são também favoráveis ao desempenho dos profissionais, particularmente dos professores”. Esta foi uma das mensagens deixadas esta manhã pelo secretário regional, Jorge Carvalho, na iniciativa de entrega dos Selos Escola SaudávelMente às cinco escolas da Região que se distinguiram por boas práticas (Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr. Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior; Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos dos Louros; Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Dr. Eduardo Brazão de Castro; Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral e a Escola Básica dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos com Pré-Escolar do Porto da Cruz), um evento promovido pela Secretaria Regional de Educação, através da Direcção Regional de Educação, e a Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Recorde-se que a campanha Escola SaudávelMente, da Ordem dos Psicólogos Portugueses, tem como finalidade o incentivo e a divulgação de boas práticas, no que respeita à promoção da Saúde Psicológica e do Sucesso Educativo nas escolas Portuguesas, sendo enfatizada pelos psicólogos a importância da promoção da saúde psicológica nas escolas.

Esta manhã, Jorge Carvalho felicitou os estabelecimentos de ensino reconhecidos por essa criação de ambientes potenciadores de aprendizagem e ressalvou a importância da presença dos psicólogos nas escolas, sobretudo porque a escola deixou de ser apenas um espaço de transmissão de conhecimentos sendo também um espaço de relações. “A escola do século XXI assenta na interacção”, referiu. “Sendo uma escola de relações é importante que hajam pessoas que possam gerir e orientar e colaborar nesse tipo de relação que se estabelece”.

O secretário regional recordou que é na conjugação dessa relação entre quem procura transmitir conhecimento e aqueles que procuram adquirir conhecimento que é fundamental existir um ambiente potenciador dessa relação. “Só com essas condições é que a escola pode desempenhar também a sua função de criar e preparar indivíduos para que possam ter um desempenho na sociedade livre e autónoma, para que possam ser pessoas disciplinadas e respeitadoras, mas acima de tudo tolerantes e solidárias. Pessoas que possam ousar questionar aquilo que vai sendo adquirido e o conhecimento, mas que saibam identificar e pensar os problemas”, sublinhou.

Jorge Carvalho afirmou ainda que as escolas da Região têm hoje capacidade instalada em termos de qualidade do corpo docente e dos técnicos que também desempenham funções nesses espaços, para formar “uma sociedade cada vez mais capaz e competente”.

Refira-se ainda que a iniciativa desta manhã previa também a realização de uma conferência sobre “Contributos da Psicologia Escolar para o Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular”, que teve de ser adiada por os palestrantes não terem conseguido viajar para a Madeira devido aos constrangimentos do Aeroporto.

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