Charter da TAP tem cariz social

Vice-presidente do Governo explica as motivações e implicações do acordo com a companhia

07 Dez 2017 / 16:27 H.

O Vice-presidente Pedro Calado complementou hoje as palavras do presidente do Executivo, explicando alguns pormenores, nomeadamente o cariz eminentemente social do voo charter da TAP para trazer estudantes universitários madeirenses para passar o Natal em casa.

“Esta acordo foi no sentido de a TAP ter ficado sensibilizada com aquilo que o Governo Regional demonstrou nas últimas reuniões que temos tido”, lembrando que “esta é uma operação única e de carácter extraordinário, com 170 lugares para estudantes universitários mais carenciados, aqueles que não tinham mesmo hipótese de vir à Madeira passar o Natal com as suas famílias”, afiançou.

E acrescentou: “Incomodava-nos muito saber que haviam estudantes madeirenses que, por questões económicas, não vinham passar o Natal em casa. Sensibilizamos a TAP, aceitaram, fizemos um acordo para um avião charter.”

Pedro Calado aproveitou para referir que, num primeiro levantamento feito, haverá 200 a 300 estudantes nessa situação, mas não foi possível mais lugares.

Também salientou que a tripulação será constituída por madeirenses, que se disponibilizaram para fazer este serviço.

E ainda disse que a operacionalização será feita até terça ou quarta-feira, serão contactadas cinco ou seis agências de viagens para que, a partir do dia 15, sejam estas a vender os bilhetes.

Em conclusão, e se sobrarem bilhetes, serão vendidos a madeirenses residentes que estejam no continente e que não tinham conseguido viagem nessa altura, sendo certo que o custo que o Governo vai pagar à companhia aérea será o diferencial entre o valor do subsídio de estudantes (65 euros) e o de residentes (86).

Recorde-se que o DIÁRIO faz manchete esta quinta-feira com o facto de a TAP e o GR terem feito um acordo que garante voo extra a 20 de Dezembro, com regresso a Lisboa a 1 de Janeiro, para estudantes da Madeira, comercializado ao valor do subsídio de mobilidade, ou seja, 65 euros.

Pedro Calado falava na Praça do Povo, onde se realizou a cerimónia de assinatura de um protocolo entre entidades e empresas regionais e nacionais para a fase de teste de estrada do primeiro autocarro 100% eléctrico e de fabrico (engenharia) 100% português.

O autocarro de tamanho considerável, com 35 lugares sentados e 53 de pé, vai andar por aí em testes de adaptabilidade às estradas da Madeira e também ao Porto Santo.

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