CDS-PP quer anulação da Portaria que reduz apoio do Estado ao novo hospital

12 Out 2018 / 14:02 H.

O Grupo Parlamentar do CDS-PP Madeira vai exigir ao Governo da República, via Assembleia Legislativa da Madeira, a reversão da Resolução do Conselho de Ministros do passado dia 27 de Setembro que reduziu de 50% para 30% a comparticipação do Estado para a construção do novo Hospital Central do Funchal.

O anúncio foi feito, esta sexta-feira, pelo deputado do CDS Mário Pereira, durante uma conferência de imprensa junto aos terrenos de Santa Rita, em São Martinho, para onde está projectada a construção da estrutura hospitalar.

“O Governo da República afinal já não vai comparticipar o novo hospital em 50% do custo total, como havia prometido o primeiro-ministro”, disse o parlamentar. “Na verdade, a comparticipação é de apenas 30%, o que irá criar dificuldades à conclusão da obra. Não compreendemos este tipo de atitude, claramente distinta, por exemplo, do que fez o Governo com os Açores em relação a projectos idênticos”, lamentou. l

Não obstante, Mário Pereira diz que, de certa maneira, o seu partido não está surpreendido com o “folhetim” em que se tornou futuro Hospital Central do Funchal. “Nem o Governo Regional nem o PS foram muito motivados para a construção do novo hospital”, afirma. “Relembramos que aquando da proposta para a construção do hospital no Ribeiro Seco, situação a que o CDS sempre se opôs, nem o PS nem o PSD se manifestaram. Concluímos que da parte do PS nunca houve empenho para que o novo hospital avançasse”, reitera.

Assim, o CDS -PP Madeira “não concorda com apenas 30%” do financiamento, por ser “insuficiente” e por que “30% não foi aquilo que prometeu o primeiro-ministro”. Os democratas-cristãos querem que a “palavra dada seja palavra honrada” e apelam ao primeiro-ministro que anule a Portaria publicada na passada quarta-feira. “Vamos exigir que saia outra Portaria, que reponha a comparticipação da República nos 50% nesta obra tão importante para a Madeira”, insistiu Mário Pereira.

O CDS também não entende “como é que o porta-voz do PS Madeira ficou contente com a redução de 50% para 30%”, sendo o secretário-geral socialista médico.