CDS/PP Madeira diz que a revisão do limite de vento no Aeroporto da Madeira compete ao Governo central

24 Abr 2018 / 18:15 H.

O CDS-PP/Madeira afirmou hoje que a revisão dos limites do vento que condicionam a operacionalidade do aeroporto da maior ilha do arquipélago é uma decisão “política” e da “competência do Governo da República” que é urgente resolver.

Em comunicado, o CDS-Madeira reagiu ao anúncio de que o vice-presidente do Governo da Madeira tem uma reunião de trabalho agendada na sexta-feira, em Lisboa, com o presidente da Aeroportos de Portugal (ANA) para abordar os “constrangimentos frequentes na operacionalidade do Aeroporto Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo”.

“O CDS acha fundamental este encontro, mas aquilo que a ANA pode fazer já o fez. A solução para este problema é política e deve ser decidida pelo Governo de Lisboa”, defendem os centristas madeirenses.

A estrutura partidária recorda que uma delegação de deputados da Madeira esteve reunida há três semana com o responsável daquela entidade, que gere a infraestrutura aeroportuária desta ilha, tendo depois alertado “para a necessidade imperiosa de concluir o estudo da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC)”.

Este trabalho tem por objetivo “perceber se é possível alterar os limites de vento que condicionam a operacionalidade do Aeroporto Internacional da Madeira”, refere.

Os centristas sustentam que “a decisão de concluir de forma célere o trabalho é política e da competência do Governo da República, sendo imperioso que Lisboa resolva depressa este problema”.

Na sua opinião, “a situação do Aeroporto da Madeira está a transformar a vida dos residentes num inferno e está a estrangular a economia da região, contribuindo decisivamente para que as companhias deixem de voar para cá e para que o destino se torne menos apelativo”.

Os limites impostos à operacionalidade, acrescentam, “datam da década de 1960, quando a pista era mais pequena e os aviões não tinham os equipamentos que têm hoje”.

“Paralelamente, é o único aeroporto do mundo com limites de vento obrigatórios e recomendados”, apontam.

O CDS refere que “nesta fase não se trata de alterar os limites, mas permitir que os níveis existentes deixem de ser obrigatórios - únicos a nível mundial - e passem a recomendáveis”.

O movimento no Aeroporto da Madeira está condicionado desde segunda-feira, tendo hoje sido possível várias aterragens e descolagens, aproveitando as ‘abertas’ no vento forte na zona de Santa Cruz.

A página da Aeroportos de Portugal indica que depois das 12:00 chegaram seis aviões, tendo divergido dois aparelhos, um Transavia France proveniente de Paris e um Tuifly de Munique.

Esta situação também provocou o cancelamento de um avião da TAP oriundo de Lisboa.

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