Carlos Pereira diz que o PS-M não pode ser “barriga de aluguer” de Paulo Cafôfo

15 Jan 2018 / 20:56 H.

“O PS não pode ser barriga de aluguer de gente não militante para atingir objectivos pessoais”, afirmou Carlos Pereira, hoje, num encontro que reuniu militantes da Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta,

O líder do PS-M, que se recandidata nas eleições da próxima sexta-feira, acusa Emanuel Câmara, o seu adversário e Paulo Cafôfo, apontado como candidato a presidente do governo, de “dividirem” o partido.

“Temos orgulho, temos honra, mas também temos gente militante e capaz de liderar um projecto socialista, capaz de ganhar eleições e implementar na Madeira e Porto Santo um governo socialista, com ideias e propostas socialistas”, afirmou.

Carlos Pereira não aceita que o PS-M se transforme num “partido governado de fora para dentro, sem ouvir os órgãos do partido, comandado por alguém que faz o que quer e entende, sem respeitar os princípios e ideais” dos socialistas.

O actual líder do PS garante que o partido está aberto a independentes, desde que “cumpram as regras do jogo”.

“Quem quer mandar no PS deve ser militante, não pode ter vergonha do partido e deve estar sujeito à nossa carta de princípios. Nenhum partido em Portugal aceitaria o que está a acontecer no PS-M”, garante.

Carlos Pereira diz que enfrenta uma luta “contra dois, um que quer ser presidente do partido, mas não do governo, outro que quer ser presidente do governo, mas não quer ser militante. Estão a desprestigiar o partido e todo o nosso património histórico e humano”, acusa.

Emanuel Câmara e Paulo Cafôfo, acusa, “vieram desunir e colocar em risco a vitória que se avistava já em 2019”.