Calheta quer nadadores-salvadores a tempo inteiro

Carlos Teles chegou à conclusão que esta é a única forma de evitar os habituais transtornos que condicionam a época balnear

19 Jul 2018 / 11:49 H.

A vigilância na praia de banhos da Calheta (praia de areia) só é assegurada a partir de Julho devido às recorrentes dificuldades da autarquia em conseguir garantir nadadores-salvadores. Tanto assim é que este ano a Câmara Municipal abriu concurso para contratar nadadores-salvadores a tempo inteiro (para o Quadro da Câmara), concurso que acabou por ficar deserto pela ausência de candidatos para exercer a profissão. Esta é, assegura Carlos Teles, presidente da Câmara Municipal da Calheta, a principal razão de não alargar a época balnear ao máximo na concorrida praia.

Prometeu voltar a abrir concurso para (tentar) ter nos quadros da autarquia nadadores salvadores e assim ultrapassar o problema que se repete todos os anos.

Sobre o facto de parte do areal apresentar-se ‘empedrado’, deve-se aos efeitos do forte temporal marítimo no Inverno e por continuar a aguardar o apoio do Governo da República para melhorar as condições naquela praia.

Declarações prestadas esta manhã à margem da singela cerimónia do hastear da Bandeira Azul este ano atribuída pela primeira vez ao Porto de Recreio da Calheta.

Questionado sobre o facto do mesmo galardão não premiar a praia de areia, o autarca do PSD garante ser apenas por uma questão de opção da autarquia. Assegurou porém que a água balnear em questão reúne todas as condições para a prática balnear. Confessou ainda discordar dos critérios exigidos para candidatar a Bandeira Azul, embora tenha ressalvado que não é por esse motivo que a autarquia não se tem candidatado ao galardão nos últimos anos.

“É melhor não ter a Bandeira Azul do que tê-la e depois perder”, concretizou o autarca.

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