Cafôfo volta a recusar participar em audição na Assembleia Legislativa

15 Jan 2018 / 18:28 H.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal respondeu, hoje, à convocatória da 5ª Comissão de Saúde e Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Madeira para uma audição parlamentar sobre a tragédia do Monte. A comissão, presidida pelo social-democrata João Paulo Marques, tinha estabelecido um prazo, até hoje, para Paulo Cafôfo indicar uma data para a audição. Na resposta, o autarca volta a recusar prestar esclarecimentos ao parlamento.

“Informo que mantenho, naturalmente, a posição que oportunamente transmiti”, pode ler-se na carta enviada ao presidente da ALM e em que Cafôfo garante que se mantêm “os mesmos fundamentos” que levaram à recusa anterior, “estranhando que, tendo o presidente da referida comissão formação jurídica, desconsidere o que o próprio admite ser um argumento jurídico, que manifestamente não consegue contrariar e que ultrapasse todas as regras do Estado de Direito referindo que não cabe às entidades convocadas aferir da legalidade do seu depoimento”.

Paulo Cafôfo sublinha o “tremendo respeito institucional” que teme pelo presidente e pelo parlamento mas garante que nunca permitirá que “se ultrapasse os limites da legalidade”, ainda mais numa altura em que “um senhor deputado eleito pelo partido que preside à aludida comissão acaba de proferir afirmações públicas altamente insultuosas que desprestigiam a Assembleia Legislativa Regional e evidenciam as verdadeiras intenções de uma audição que pretende ir além daquilo que verdadeiramente interessa ao povo madeirense”.

Paulo Cafôfo, que foi constituído arguido no processo sobre a tragédia do Monte em que morreram 13 pessoas, não admite que “qualquer agenda partidária sem regras, sem respeito e sem limites procure fazer aproveitamento duma situação tão trágica, desrespeitando as vítimas da tragédia, enquanto procura interferir na acção da Justiça”.

A audição parlamentar foi pedida pelo deputado independente Gil Canha.