Cafôfo defendeu que a cultura e o jornalismo são fundamentais para a democracia

14 Mar 2018 / 12:44 H.

Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), disse ontem que “o Funchal Literário da Madeira (FLM) já é uma referência da cidade do Funchal, justamente numa época em que carecemos de referências, de pessoas que nos inspirem e de eventos que marquem a nossa vida”.

“Não tenho dúvidas de que o FLM é claramente esse tipo de evento com conteúdo e que tem apresentado, ao longo dos anos, dividendos marcantes para a nossa cidade e para a nossa Região, com cartazes de interesse internacional”, afirmou na sessão de abertura da 8.ª edição do Festival Literário da Madeira, um evento que decorre ao longo de toda a semana no Teatro Municipal Baltazar Dias, com o apoio da CMF, que este ano ascende a 30 mil euros.

O presidente da CMF lembrou que “a altura tem sido uma aposta incontornável do Funchal dos últimos anos, justamente pelo que ela pode trazer no sentido de transformar o nosso pensamento, e porque o actual executivo acredita que a cultura pode ser a agitação de que necessitamos para evoluir enquanto sociedade”.

“É por isso que temos apostado muito em eventos como este, num investimento que também tem crescido, porque é fundamental apoiar quem concretiza eventos de qualidade”, acrescentou.

Entre 2014 e 2017, no decurso do primeiro mandato em funções, Paulo Cafôfo referiu que “os apoios culturais atribuídos pelo município aumentaram 15 vezes, o que traduz a visão de que este é um investimento e não uma despesa, um investimento que tem impacto na vida e no dinamismo da cidade, mas também em termos de turismo e de dinamização da economia local, de acordo com as estratégias que temos desenvolvido a esses níveis”.

O presidente da CMF concluiu que “a Cultura é determinante para ter cidadãos mais conscientes e mais esclarecidos, e pode sempre colocar-nos no centro da discussão, mesmo sendo uma região ultraperiférica”, considerando, ainda, que o jornalismo credível, o tema da edição deste ano do FLM, “é talvez a melhor fórmula para preservar a nossa democracia e a nossa liberdade, que são perecíveis”.

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