Bloco de Esquerda quer “romper com herança do PSD”

15 Jul 2018 / 12:07 H.

“O Bloco de Esquerda é agora reconhecido como uma força com credibilidade, com soluções concretas, com políticas que pretendem as transformações necessárias ao bem-estar das suas populações, com soluções que tenham em conta que somos seres humanos, com necessidades e direitos básicos, como o direito à educação, à saúde, à habitação e a um emprego com direitos”. As afirmações são de Egídio Fernandes, representante da comissão política do BE-Madeira na VI convenção regional do BE-Açores, realizada ontem, 14 de Julho, em Ponta Delgada, que elegeu António Lima como novo coordenador regional.

O representante madeirense referiu, na sua intervenção, que a Madeira e os Açores, como regiões insulares, “partilham desafios comuns como a continuidade territorial, o aprofundamento da Autonomia ou uma nova autonomia que responda às necessidades do povo e não à preservação do poder das elites locais, o conservadorismo historicamente enraizado, a pobreza das classes populares e a recorrente emigração, face à ausência de perspectivas de emprego com futuro e a captura do poder político pelos poderes privados e a subordinação do interesse geral a interesses particulares”.

Salientou que nos Açores como na Madeira, as próximas eleições regionais “são determinantes para assegurar que as populações tenham a voz de uma esquerda que os defenda”, pelo que o BE “deve manter a atitude responsável que sempre teve, com a exigência, consciência crítica, princípios e valores sociais que nos caracterizam”.

Sobre as eleições na Madeira, que se realizam no próximo ano, diz que “há fundada expectativa de termos uma maioria diferente pela primeira vez em 42 anos de autonomia” porque o PSD “está caduco, e alienado da realidade”, enquanto que o PS “aspira a uma vaga de fundo que o leve ao poder numa alternância sem alternativa real”, diz o madeirense, adiantando que o PS “fomenta uma bipolarização fulanizada sem propostas claras, sem a rotura necessária com os interesses instalados”.

Uma oportunidade para o Bloco” afirmar-se com propostas claras, sem tibiezas na defesa dos serviços públicos e em rotura com a subordinação aos interesses privados”, sendo esse o desafio a que se propôs a nova coordenação regional eleita em Março, de “contribuir para uma alternativa efectiva de políticas que rompa com a herança do PSD, para uma mudança que não se fique pelas “moscas”.

No seu entender, é preciso clarificar que o Bloco não esconde ao que vai. “O Bloco bate-se a cada momento, com propostas claras na defesa do interesse público, de quem vive do seu trabalho, do bem comum e enfrenta, sem condescendência os interesses privados que se colocam em frente dos interesse público”, salientou o bloquista madeirense.

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