Autarquia porto-santense requer empréstimo bancário para regularizar dívidas

Mais Porto Santo viabiliza pedido para que as contas da Câmara Municipal não sejam penhoradas

17 Jan 2018 / 10:07 H.

Na reunião de câmara da passada terça-feira (dia 15 de Janeiro), o Mais Porto Santo votou a favor da auscultação de entidades bancárias para a contracção de um empréstimo no valor de 1,334 milhões de euros, no sentido de serem regularizadas dívidas a duas entidades credoras que executaram a Câmara Municipal do Porto Santo.

“A Câmara Municipal do Porto Santo tem dívidas a credores que têm de ser regularizadas e, para fazer face às necessidades imediatas, viabilizamos o pedido de empréstimo bancário, porque é premente pagarem-se as obrigações e que a qualquer momento podem implicar a penhora das contas do município, uma vez que duas empresas já executaram a dívida”, explica José António Castro, em comunicado dirigido è imprensa.

O vereador do Mais Porto Santo, condenou também a postura do Partido Socialista a este nível: “As dívidas foram também criadas na gestão do ex-presidente da Câmara do Porto Santo, Filipe Menezes de Oliveira, que não só as negociou, o que lhe era exigido, como também votou contra a sua resolução”.

José António Castro lamentou, assim, “a grave situação financeira do município do Porto Santo, resultado de gestões danosas do bloco central, tanto do PSD como do PS”, mas manifestou esperança num “futuro melhor, uma vez que a câmara, por sugestão do Mais Porto Santo, vai garantir maior autonomia económica com a Taxa Municipal Turística sobre Dormidas”.

Esta taxa visa garantir mais receitas para o município, que permitirão negociar com a banca um empréstimo bancário de montante suficiente para garantir o pagamento integral das dívidas acumuladas.