Amândio de Sousa é outra das personalidades distinguidas pelo Governo Regional

13 Jun 2018 / 22:22 H.

Nasceu na freguesia de S. Pedro, concelho do Funchal, a 22 de Setembro de 1934, e é outra das personalidades distinguidas pelo Governo Regional da Madeira a 1 de Julho, Dia da Região.

Estudou no Colégio Lisbonense e no Liceu Nacional do Funchal. É licenciado em Escultura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo concluído o curso com 20 valores. Fez uma pós-graduação em Museologia.

Estagiou, no início dos anos 60, na fábrica Jerónimo Pereira Campos Filhos, em Aveiro, onde iniciou a prática de cerâmica o que, mais tarde, aproveitando a existência de uma olaria no Funchal, o levou a executar uma série de peças de barro vidrado. Estagiou, também, no Centro Internacional de Escultura de Pero Pinheiro, onde executou peças em pedra, duas das quais estão no Centro Cívico e Cultural do Estreito de Câmara de Lobos.

Fez uma incursão no ensino como professor no Liceu Jaime Moniz, e mais tarde na Escola Salesiana de Artes e Ofícios.

Em 1961, participou na 24.ª Missão Estética de Férias em Beja, orientada pelo Prof. Armando de Lucena. Abriu, em 1964, com o Arq. Rui Goes Ferreira, a Galeria de Artes Decorativas Tempo, onde se realizaram mostras de arte contemporânea.

Entre 1976 e 1978, foi Assessor para os Assuntos Culturais. Em 1977, é nomeado Director do Museu das Cruzes, cargo que exerce até 2001.

Em 2008, no âmbito das Comemorações dos 500 Anos da Cidade do Funchal, esteve representado na exposição Horizonte Móvel. Uma perspectiva sobre as artes plásticas na Madeira — 1960-2008, no Museu de Arte Contemporânea do Funchal.

Em Fevereiro de 2016, apresentou Derivações na Ordem dos Arquitetos, Funchal, em colaboração com o Arq. Duarte Caldeira e, em dezembro do mesmo ano, integrou, com o pintor Jorge Pinheiro, a exposição Paralelamente, no MUDAS-Museu de Arte Contemporânea da Madeira.

A obra pública de Amândio de Sousa fez-se jogando com formas geométricas. É uma constante na sua produção escultórica.

No plano da sua actividade artística, executou diversos trabalhos e possui várias obras no campo da escultura. Alguns desses trabalhos podem ser vistos em edifícios do Funchal (Clínica de Santa Catarina, Hotel Monte Rosa, casa do Dr. Semião Mendes), bem como esculturas públicas em várias localidades do país, nomeadamente uma figura feminina em bronze, hoje no Cais da Fonte Nova, em Aveiro.

Da colaboração com o Arq. Chorão Ramalho destacam-se o sacrário da igreja do Imaculado Coração de Maria e o relevo em betão para a entrada oeste do edifício do Centro de Segurança Social da Madeira (antiga Caixa de Previdência, 1970). Concebeu o mobiliário litúrgico para a Igreja do Carmo, em Câmara de Lobos, da autoria do Arq. Marcelo Costa e desenvolveu ainda diversos trabalhos na área do design.

Na Madeira, destacam-se, em espaços públicos, as peças escultóricas “Escultura comemorativa do 1.º jogo de futebol na Madeira” (Largo da Achada, Camacha), a “Trilogia dos Poderes”, em bronze, (1990 - Assembleia Legislativa da Madeira), a “Justiça” (1994 - Tribunal da Ponta do Sol), em 2001, “Escultura comemorativa dos 500 anos da fundação do concelho da Ponta do Sol”, betão e cascata de água e, em,

2004, o “Muro de cantaria com intervenção em cobre, numa Homenagem à diáspora madeirense, Parque Temático de Santana.

Em 1992, foi distinguido com o 2º Prémio Secil de Escultura em Betão - Câmara Municipal do Porto, em 1993, foi distinguido com o 3º Prémio Secil de Escultura em Betão - Câmara Municipal de Braga e, em 1994, com o 1º Prémio Secil de Escultura em Betão - Câmara Municipal de Montijo.

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